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"Preto fede", diz áudio de mulher denunciada por racismo em Foz do Iguaçu

Uma mulher está sendo denunciada por racismo e ameaça em Foz do Iguaçu. Na semana passada, ela gravou e enviou mensagens de aúdio para um grupo de WhatsApp da família e conhecidos, ofendendo Valdir Pereira Clarindo, também residente na cidade.

Revoltado, o padeiro diz que tem certeza que as mensagens foram direcionadas a ele. "Quem nem o Neco entrou na minha casa. Não respeita branco, depois leva um tiro na cara. O branco tem que...mata um preto e tem que p pra bom ainda. Não vale uma bala que come homem", disse a mulher em uma das gravações. Neco é o apelido de Valdir. 

As ofensas não param. "Não merecem, depois vocês querem defender a raça de vocês, se a raça não respeita nem vocês mesmo. Não dá, infelizmente para mim preto hoje em dia fede...b***, m***, b***", xinga ela.

Valdir conta que não sabe o que poderia ter motivado a série de ofensas. "Não sei o que eu fiz pra ela. Rolou uma confusão quando a gente estava bebendo e comendo uma carne, mas foi só isso. O que eu fico mais indignado é que o pai deu essa educação pra ela", disse, ao se referir a outro trecho do áudio da mulher, no qual ela diz: "Os brancos não admite falsidade, traição nada. Nós jogamo pro lado limpo. Preto pra mim é morto. Agora eu entendo meu pai quando ele falava. Se afasta dos preto (sic)" disse.

O caso foi parar na delegacia. Valdir registrou queixa por racismo e ameaça e promete ingressar com ação na Justiça. A mulher acusada foi procurada na casa dela pela reportagem do Massanews, mas não foi localizada. No celular, a ligação caiu na caixa postal.

Colaboração: Vinicius Machado/Rede Massa.