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Prisão de Reni Pereira foi decidida após delações premiadas

A Polícia Federal de Foz do Iguaçu divulgou nesta tarde (14), em coletiva à imprensa, outros detalhes que levaram à 4ª Fase da Operação Pecúlio. Conforme o delegado que atua no caso, Fábio Tamura, e a procuradora Daniela Sitta, a prisão preventiva domiciliar de Reni Pereira, só foi possível depois de acordos de delações premiadas.

Ao todo, cinco pessoas aceitaram o acordo, todas investigadas por participarem do esquema. Entre os delatores estão o empresário Nilton João Beckers, preso por mandado preventivo, na 1ª Fase da Operação Pecúlio; Vilson Sperfeld; Fernando da Silva Bijari e Edson Queiroz Dutra, todos detidos temporariamente, também na 1ª Fase da Pecúlio.

Além deles, outro delator é Aires Silva, ex-diretor de pavimentação da Prefeitura de Foz do Iguaçu, preso na 2ª Fase da Operação Pecúlio. O motivo da prisão de Reni Pereira ser domiciliar, não foi divulgado por conta do processo correr em segredo de justiça e não estar concluído.

Reni não vai usar tornozeleira eletrônica, mas será vigiado por agentes da Polícia Federal. Segundo o delegado, o prefeito não poderá receber visitas e só é autorizado a sair de casa, mediante decisão judicial.

Ele poderá receber ligações da família e do advogado de defesa. Ainda conforme a PF, os outros três inquéritos, das fases anteriores da Pecúlio, já foram concluídos.

Um dos acordos da delação premiada é a devolução de quase R$ 5 milhões aos cofres públicos. Os trabalhos continuam e a polícia tenta apurar no que os valores desviados foram usados.

Colaboração: Vinícius Machado / Rede Massa