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Protesto contra cultura do estupro será realizado nesta quarta-feira em Maringá

(Foto: Divulgação) - Protesto contra cultura do estupro será realizado nesta quarta-feira
(Foto: Divulgação)

Maringá se une a várias cidades do país nesta quarta-feira (1º), em um protesto contra a cultura do estupro a partir das 18h, no Estádio Regional Willie Davids. A concentração vai acontecer em frente ao Mercado Municipal, onde acontece a feira-livre. Se a chuva parar, haverá caminhada na Avenida Herval até a prefeitura.

Protestos contra a cultura do estupro surgiram em todo o Brasil depois do caso do estupro coletivo registrado no Rio de Janeiro contra uma adolescente de 16 anos, por mais de 30 homens. A organizadora da manifestação em Maringá, Aline Rizzato, destaca que a violência contra a garota carioca foi o estopim.

“Nós temos uma cultura de tratar a mulher como sexo frágil. O que aconteceu com essa menina chegou ao extremo. A ideia é juntar todas as pessoas, não só as mulheres, para lutar contra essa cultura do estupro”, declarou.

A organizadora destaca que a luta não é apenas contra a cultura do estupro, mas contra o machismo que acaba levando homens à violência. Outro ponto ressaltado por ela é que protesto não é contra os homens, pelo contrário, quer congregar os homens que são contra todas as formas de violência e submissão da mulher. “Todo homem que for a favor dos nossos direitos [das mulheres], contra essa cultura machista, são muito bem-vindos”, convidou.

O caso da menina no Rio de Janeiro continua repercutindo, inclusive com muitas pessoas duvidando da posição da vítima, mesmo após as imagens que mostram ela sendo abusada sexualmente. Segundo Aline, isso prova que ainda é preciso avançar muito.

“Esses comentários maldosos, até duvidando da menina, isso tudo é fruto de uma cultura do estupro. Até para você provar que foi estuprada, você precisa ir uma delegacia, toda fragilizada, com seu corpo machucado. Você se expõe em uma delegacia e, muitas vezes, para as pessoas te julgarem”, apontou. 

A manifestação intitulada “Por todas elas” será nesta quarta-feira não apenas com o objetivo de acabar com o estupro, mas com pequenos gestos no cotidiano que ferem a dignidade da mulher. 

Mais informações estão disponíveis na página do protesto no Facebook