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Publicano: empresa fictícia de Londrina movimentou R$ 500 milhões

(foto: Altair Souza/Rede Massa) - Publicano: empresa fictícia de Londrina movimentou R$ 500 milhões
(foto: Altair Souza/Rede Massa)

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) falaram, na tarde desta quinta-feira (12), sobre os detalhes da quinta fase da operação Publicano, deflagrada nesta manhã, com cumprimento de quatro mandados de prisão, 14 medidas cautelares para colocação de tornozeleiras eletrônicas, 36 mandados de busca e apreensão e 20 conduções coercitivas (quando a pessoa é levada para prestar depoimento). 

Foram detidos o ex-auditor fiscal Luiz Antonio de Souza, principal delator do esquema de corrupção na Receita Estadual, e a irmã dele, a também auditora Rosângela Semprebom, além de dois empresários, Antonio Luiz da Cruz, de Londrina, e Aparecido Domingos, de Quatiguá, no norte pioneiro.

De acordo com as investigações, Domingos comandava um esquema com cerca de dez empresas que faziam parte de um grupo de frigoríficos que simulava transações para gerar notas frias e crédito de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). Ele pagava R$ 100 mil mensais aos auditores para manter o esquema. Em um ano e meio, uma empresa fictícia de Londrina movimentou R$ 500 milhões no esquema. Outra empresa de Londrina teria sonegado R$ 245 milhões entre 2012 e 2014.

A operação foi batizada de ‘Duroc’, referência a uma raça de porco.

Das 14 medidas cautelares pedidas pelo MP, com uso de tornozeleiras, sete são auditores já réus em outras ações da Publicano. O restante não foi divulgado pelo Ministério Público para não atrapalhar as investigações.

(colaborou Larissa Fernandes/Rede Massa)