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Quadrilha acusada de fraudar seguro Dpvat é desarticulada pela polícia

- Quadrilha acusada de fraudar seguro Dpvat é desarticulada pela polícia

A Polícia Civil, através do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), desencadeou na manhã desta terça-feira (26) a “Operação Ressureição”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que agia em Curitiba, Ponta Grossa em quatro cidades da Região Metropolitana.

Conforme a polícia, as investigações que levaram a ação, duraram cerca de 8 meses e levaram a funcionários públicos lotados no Instituto Médico Legal, agentes funerários, um médico, um gerente de banco e um advogado.

O delegado Renato Bastos Figueiroa detalhou que o grupo agia aliciando familiares de vítimas de acidentes e fraudando documentações, em um dos casos, segundo o delegado, o filho do proprietário de uma funerária, chegou a fraudar documentos que comprovavam a morte do pai por atropelamento, tudo para tentar receber o valor referente ao Seguro Dpvat. “Eles não conseguiram receber”, disse o delegado.

A polícia disse ainda que as investigações terão sequência e a próximo passo é confirmar a participação de todos os envolvidos e a quantia movimentada pela quadrilha.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão temporária, 14 de busca e apreensão e três de condução coercitiva (quando a pessoa é levada à Delegacia para prestar esclarecimentos).

Os presos foram identificados como: Marcio Clovis Baldi da Silva; Gustavo Mello da Silva; Tiago Alcaide Ferreira; Luciano Alis Ferreira; Luiz Gonzaga Ferreira; Pedro Buschoski; Evandro de Moraes; Waldir José Czyr; Marcos Elpidio de Oliveira; Jorge Pinto Barbosa; Pedro Paulo de Souza Laba e Sueli Cetra Januário. Conforme a polícia, uma pessoa, identificada como Vagner Souza Ferreira, segue foragida.

O esquema

O grupo recebia informações sobre vítimas de acidentes de motoristas do Instituto Médico Legal (IML). Os motoristas, recebiam até R$ 700 pela informação; com a informação da existência da vítima, os integrantes da quadrilha chegavam nas famílias e com todo um esquema conseguiam uma procuração para dar entrada no Dpvat que em caso de morte, paga R$ 13,5 mil de indenização. Com a procuração, o grupo recebia o valor integral, mas repassava apenas uma mínima parte aos familiares, alegando que o restante havia sido gasto com documentos e o enterro.

Outra situação criminosa era usada quando a vítima morria de causas naturais. Os integrantes da quadrilha se passavam por familiares e cancelavam o acionamento do IML. Nesta parte que entrava o médico, que assinava o atestado de óbito e encaminhava o sepultamento para as funerárias que faziam parte do esquema.

  

Participação

Ainda segundo a polícia, as investigações apontaram que os responsáveis pelo esquema eram

Marcio Clovis Baldi da Silva, Tiago Alcaide Ferreira e Luciano Alis Ferreira. Eles agiam com a conivência e colaboração dos motoristas do IML, donos de um despachante e de funerárias que funcionavam na região metropolitana de Curitiba.

Em relação ao médico, a polícia investiga se ele tinha envolvimento com o crime ou apenas teria sido ‘usado’ pelo grupo; sobre o advogado e o gerente do bando, também não há comprovação efetiva de participação criminosa até o momento.



Colaboração Paula Caroline Schreiber/Sesp