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Quadrilha especializada no golpe do bilhete premiado é presa pela Polícia Civil

Quadrilha especializada no golpe do bilhete premiado é presa

Uma quadrilha especializada no golpe do bilhete premiado foi presa em flagrante no bairro Cajuru, nesta quarta-feira (06), após três meses de investigações da Delegacia de Estelionato.

De acordo com a Polícia Civil os quatro suspeitos, entre eles uma mulher, agiam nos estados do Paraná (PR), Santa Catarina (SC), Rio Grande do Sul (RS) e São Paulo (SP). Apenas aqui, mais de 100 vítimas caíram no golpe da quadrilha. A polícia levantou ainda que os valores dos golpes variam de R$ 30 a R$ 100 mil por vítima.

Teresina da Luz Nunes Tamanho, 57 anos; Vandervan Gilberto Tamanho, 56 anos - conhecido como “Charoles” -; Joacir Santos da Silva Jr, 35 anos; e Rafael Silva da Cunha, 29 anos vão responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Se forem condenados, vão pegar até oito anos de prisão.

Todos eles possuem passagem pela polícia. “Charoles”, inclusive, possui uma extensa ficha criminal com mais de 50 passagens pelo crime de estelionato em São Paulo. Durante a abordagem, a polícia apreendeu dois veículos utilizados pela quadrilha, o falso bilhete premiado, além de todo o material utilizado por eles para a aplicação do crime.

“Nós também estamos investigando se esta quadrilha tem envolvimento com um outro crime de estelionato onde uma vítima pagou cerca de R$ 1 milhão para os criminosos, entre joias e dinheiro, em dezembro do ano passado, aqui em Curitiba”, explica o delegado-titular da Delegacia de Estelionato, Wallace de Oliveira Brito.

Como funcionava o golpe

Uma senhora de aparência simples abordava a vítima pedindo informações sobre um endereço e oferecia o bilhete premiado. O outro integrante da quadrilha, mais arrumado, aparecia oferecendo ajuda, deixando a situação ainda mais real.

A vítima, então, era coagida a complementar um valor para que a dupla recebesse o suposto prêmio e assim dividisse com a vítima. Os outros dois suspeitos se revezavam para dar cobertura aos comparsas. Normalmente eles agiam nas proximidades de bancos e casas lotéricas.

Colaboração: Assessoria de Imprensa da Polícia Civil