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Relembre o acidente envolvendo Carli Filho e que resultou na morte de duas pessoas, em 2009

Veículo conduzido por Luiz Fernando Ribas Carli Filho estava a 163 Km/h (Foto: Divulgação) - Relembre o acidente envolvendo Carli Filho
Veículo conduzido por Luiz Fernando Ribas Carli Filho estava a 163 Km/h (Foto: Divulgação)

O acidente envolvendo Luiz Fernando Ribas Carli Filho aconteceu na madrugada do dia 7 de maio de 2009, no cruzamento da Avenida Monsenhor Ivo Zanlorenzi com a rua Paulo Gorski, no bairro Mossunguê, em Curitiba. O carro que o então deputado estadual conduzia, um Volkswagen Passat blindado, atingiu o Honda Fit que era conduzido por Gilmar Rafael Yared, 26 anos. Também estava no veículo Carlos Murilo de Almeida, 20 anos. Os dois morreram na hora. Carli Filho ficou ferido e foi encaminhado para o Hospital Evangélico em estado grave.

Carli Filho estava na Avenida Monsenhor Ivo Zanrolenzi e o Honda Fit fazia uma conversão à esquerda da rua Paulo Gorski para a avenida, que é a via rápida sentido centro e cujo limite de velocidade é de 70 Km/h. As investigações do acidente apontam que Carli Filho dirigia a uma velocidade de 163 Km/h. Além disto, ele estava com a carteira de habilitação vencida. No momento do acidente, os semáforos estavam com a luz amarela piscando, em sinal de alerta.

Carro onde estavam Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida ficou totalmente destruído (Foto: Divulgação)

Durante o atendimento a Carli Filho foram realizados exames de sangue que apontaram uma quantidade de álcool acima do permitido pela legislação na época do acidente. No entanto, estes resultados foram retirados do processo porque foram feitos sem autorização de Carli Filho, no momento em que ele estava inconsciente.

Houve a configuração do acidente como homicídio doloso e Carli Filho passou a ser acusado formalmente pelo crime. Em 2011, o Tribunal de Justiça do Paraná decidiu que ele deverá ser julgado por um júri popular. A defesa de Carli Filho, então, protocolou uma série de recursos em instâncias superiores na tentativa de transformar o caso em homicídio culposo (quando não há intenção de matar), o que tiraria o julgamento do Tribunal de Júri.

Após o acidente, a família de Gilmar Yared criou a campanha “190 Km/h é crime”, em uma referência à velocidade apurada inicialmente na condução de Carli Filho no momento da colisão. A mobilização alertou sobre os perigos do trânsito e o elevado número de mortes causadas por acidentes.