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Sanepar tem prejuízo de R$ 200 mil com vandalismo no sudeste

Em Inácio Martins, sistema de abastecimento foi alvo de vândalos duas vezes somente neste ano (Foto: Divulgação / Copel) - Sanepar tem prejuízo de R$ 200 mil com vandalismo no sudeste
Em Inácio Martins, sistema de abastecimento foi alvo de vândalos duas vezes somente neste ano (Foto: Divulgação / Copel)

Somente no ano passado, a região sudeste do Paraná registrou dezenas de casos de vandalismo nas instalações da Companhia Paranaense de Saneamento (Sanepar). O prejuízo estimado pela estatal é de R$ 200 mil para reparar os principais danos, além de gastos com funcionários terceirizados para realizar as intervenções. Somente a Gerência Geral da Região Sudeste abrange 61 municípios.

Em Inácio Martins, instalação da Sanepar já foi alvo de vândalos duas vezes somente neste ano

Para tentar evitar ações de vândalos e ladrões em suas instalações, a Sanepar investe em cercas e na vigilância para evitar os problemas. Mesmo assim, ainda são registrados atos como o que ocorreu em Inácio Martins na última semana. Pela segunda vez apenas neste ano, o sistema de abastecimento do município foi vandalizado. As tampas dos reservatórios foram furtadas e a saída de água foi danificada durante a ação. Ainda em janeiro, um laboratório da cidade foi invadido e depredado. Os vândalos ainda levaram equipamentos avaliados em R$ 6 mil usados nas análises de qualidade da água.

Prejuízo causado pelo vandalismo em Prudentópolis no ano passado foi superior a R$ 39 mil

No carnaval deste ano, um motor do sistema de abastecimento da cidade de Prudentópolis foi arrancado do local, mas só não foi levado porque um vizinho percebeu a ação criminosa e acionou a Polícia Militar. No início do ano, porém, criminosos conseguiram levar duas placas fotovoltaicas da estação de tratamento da cidade e ainda não foram encontrados. No ano passado, foram cinco casos registrados de furtos de bombas e cabos – o prejuízo foi estimado em R$ 39 mil.

Danos

Na região Sudeste, os atos de vandalismo registrados pela Sanepar englobam furtos de equipamentos, cabos, transformadores, transmissores, bombas e placas e os danos às instalações físicas, como vidros quebrados, postes, portas, portões, grades e telas arrancados.

A companhia também tem custos para a contratação de mão-de-obra especializada para a realização dos consertos. Na conta de R$ 200 mil gastos na região não constam os furtos de tampas de poços de visita, hidrômetros e outros pequenos atos de vandalismo, que também são verificados com frequência nas estruturas da empresa.

Prejuízo

Em 2015, os moradores de Arapoti sofreram por três vezes as consequências das ações dos vândalos. Foram furtados cabos e danificados painéis de entrada de energia nos poços de abastecimento. Em cada situação, cerca de 70% da população ficou desabastecida durante um dia. O prejuízo chegou a R$ 83 mil.

Nos três atos de vandalismo do ano passado, cerca de 70% da cidade de Arapoti teve problemas de abastecimento

Em Palmital, a estação de tratamento de esgoto, ainda em construção, teve cabos e transformadores furtados, esquadrias quebradas e painéis danificados. A invasão do local provocou o atraso na entrega da obra e um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. Sistemas das cidades de Castro, Imbaú, Irati, Ponta Grossa, Sengés, Imbituva e Antônio Olinto também tiveram problemas de vandalismo no último ano.

Em todos os casos, a Sanepar registra boletins de ocorrência na Polícia Militar. A empresa também vem investindo na segurança das estruturas, com cercas e vigilância. A Sanepar pede o apoio da população para que denuncie à Polícia, pelo telefone 190, ou diretamente à empresa (0800 200 0115), qualquer atitude suspeita verificada em suas unidades.

Colaboração Agência Estadual de Notícias.