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São Mateus do Sul sedia encontro sobre o monge João Maria

São Mateus do Sul sedia encontro sobre o monge João Maria

Representantes de mais de dez municípios estiveram em São Mateus do Sul na última terça, 26, para dar continuidade a um projeto da Paraná Turismo que pretende fomentar o turismo rural no estado a partir de histórias e lugares relacionados à figura do monge João Maria.

Desde o ano passado, o governo estadual vem reunindo representantes de setores culturais de diversas cidades para debater projetos que poderiam trazer investimentos em turismo aos municípios que possuam histórias e locais marcados pela figura do monge, que há centenas de anos vem reunindo legiões de fieis. A desta semana foi a quarta reunião para debater o projeto.

De olho nessa possibilidade de expansão do potencial turístico de São Mateus do Sul, recentemente a prefeitura convocou a população a expor seus relatos e histórias que tivessem alguma relação com o monge. O resultado foi positivo: diversas pessoas, de diferentes comunidades, contribuíram com informações que agora poderão ajudar a embasar futuros projetos turísticos relacionados à figura do monge João Maria na cidade.

Uma dessas histórias foi relatada por Alceu Gonçalves, morador da comunidade de Fluviópolis. Segundo o aposentado, o monge João Maria apareceu há cerca de 120 anos na localidade e por ali ficou durante alguns dias, onde abençoou um olho d’água e deixou para sempre sua marca espiritual. No local, a comunidade mantém, há décadas, diversas tradições em respeito à figura do monge, como procissões em toda Sexta-Feira Santa e o cuidado, de forma coletiva, de um cruzeiro, localizado na região de São João da Barra Feia.

O cruzeiro e o olho d’água de Fluviópolis foram visitados nesta terça pela equipe da Paraná Turismo e demais representantes dos municípios presentes no encontro promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura. “Estamos explorando um tesouro com um legado cultural muito importante”, explica o presidente da Paraná Turismo, Jacó Gimmenez. “Além do legado cultural, a figuro do monge João Maria deixa para o nosso Estado um importante legado ambiental e de fé, com memórias que ainda estão muito vivas na cabeça das pessoas”.