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Saúde discute plano de contingência da dengue

Reunião para discutir manejo da dengue foi realizada no auditório da Vigilância em Saúde (Foto: Assessoria) - Saúde discute plano de contingência da dengue
Reunião para discutir manejo da dengue foi realizada no auditório da Vigilância em Saúde (Foto: Assessoria)

Profissionais da saúde de Foz do Iguaçu se reuniram hoje (16) para discutir o Plano Municipal de Contingência da Dengue.

Foram convidados representantes da Atenção Básica, Atenção Especializada e Diretoria de Gestão da Secretaria Municipal da Saúde (SMSA); SAMU, laboratório, Hospital Municipal (HM), Unidades de Urgência e Emergência (UPA e PA do Morumbi) e Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

As ações, que devem ser colocadas em prática já a partir do mês que vem, preveem cinco frentes de trabalho: vigilância, controle do vetor, gestão, assistência ao paciente e comunicação.

A reunião anual de prevenção e controle da dengue é realizada sempre em agosto, mês que marca o início do chamado Ano Epidemiológico.

“A partir de agora iniciamos novamente as notificações dos casos e só vamos encerrar os registros em julho de 2017”, explicou a enfermeira Mara Rípoli, da Vigilância em Saúde. No ano epidemiológico que começou em agosto de 2015 e encerrou no dia 31 de julho último, foram registrados 14 óbitos, 508 internações e 6,5 mil casos confirmados da doença.

O Plano Municipal de Contingência da Dengue prevê que a direção de Gestão da SMSA planeje a aquisição antecipada de insumos, como agulhas, equipos e soros.

É importante também orientar o fluxo dos pacientes, tanto nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) quando nas unidades de Urgência e Emergência.

“Os profissionais da saúde devem estar preparados para acolher os pacientes, perceber os sinais e diagnosticar o problema, de forma que o usuário deixe a unidade com segurança”, advertiu Mara.

O apoio prestado pelo Hospital Municipal também foi apontado como fundamental no manejo da dengue.

Na última epidemia, o HM manteve por cerca de dois meses uma ala exclusiva para pacientes vítimas do mosquito Aedes aegypti.

“Esse espaço foi mantido, tem 18 leitos e está equipado com oxigênio, ar comprimido e vácuo. Pode ser útil tanto numa epidemia de gripe H1N1 como da dengue”, afirmou a diretora-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Patrícia Foster Ruiz.

Já o CCZ deve intensificar o combate ao mosquito com o uso de inseticida (fumacê) e desenvolver campanhas de mobilização, envolvendo a população na limpeza de casas e eliminação de criadouros.

O trabalho de pesquisa dos agentes de endemias também é essencial, já que indica os locais com maior concentração de larvas e facilita a adoção de medidas de combate ao vetor.

O papel dos meios de comunicação também foi abordado durante o encontro. 

“A participação da mídia é decisiva para informarmos e alertarmos a população, e todos os veículos de comunicação da cidade tem nos auxiliado, cumprindo seu papel de prestação de serviço à comunidade”, disse a secretária Alice Maria Macedo da Silva.

A Vigilância Epidemiológica acompanha as estatísticas em Foz desde 2005. A primeira morte por dengue no município só foi notificada em 2007.

Normalmente, o período crítico é entre fevereiro e maio, mas no último ano epidemiológico o índice de casos começou a crescer já em dezembro de 2015.

“Foi um ano atípico porque o inverno foi quente, e os casos de dengue começaram a surgir antes do tempo habitual”, disse Mara.

“Temos que estar sempre preparados para combater a doença e tratar os casos clínicos”, concluiu.

Colaboração: Assessoria de imprensa