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Secretaria da Segurança prepara pacote de medidas para reduzir criminalidade

(Foto: Divulgação / Sesp) - Secretaria de Segurança quer menos criminalidade
(Foto: Divulgação / Sesp)

A Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná prepara um pacote de medidas para reduzir os índices de crimes patrimoniais como furto e roubo. Entre as iniciativas está o reforço de 200 viaturas da Polícia Militar em Curitiba e na Região Metropolitana para o trabalho ostensivo de patrulhamento em locais e horários com maior incidência criminal. 

Estes veículos serão equipados com aparelhos de rádio criptografados e de geoprocessamento – o que vai permitir o acompanhamento do trabalho policial pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que fica na sede da Secretaria da Segurança, em Curitiba. Além disso, está prevista a compra de mais armamento para policiais militares e civis e uma flexibilização do atual modelo de manutenção das viaturas policiais, tornando o processo mais rápido. 

“Este pacote de medidas foi amplamente discutido e formatado com o governador Beto Richa. Será uma resposta da Segurança Pública ao aumento dos registros de roubo no Paraná. Inicialmente, este plano vai ser colocado em prática em Curitiba e Região Metropolitana e, numa segunda fase, ampliado para as cidades do interior do Paraná”, explicou o secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita. 

Nas ruas

Ele explica que as viaturas serão alugadas. “A opção por alugar as 200 viaturas ao invés de comprá-las se deu por questões econômicas e de manutenção. Uma viatura da PM que faz o patrulhamento diário nas ruas de Curitiba, por exemplo, chega a rodar até 10 mil quilômetros por mês, precisa de manutenção constante e tem sua vida útil abreviada”, disse. Mesquita acrescentou que, com a locação, o custo é inferior ao da aquisição e a qualquer momento, seja por problemas ou manutenção, o carro será imediatamente substituído sem comprometer o trabalho de policiamento nas ruas. 

A licitação para o aluguel das 200 novas viaturas deve ser lançada nos próximos dias, com custo máximo de cerca de R$ 11 milhões por ano – valor que pode ser reduzido já que a modalidade do processo licitatório é a de menor preço. 

“Além dos carros, vamos equipar nossas unidades especiais das polícias comprando armas longas e pistolas Glock – armas usadas pela Polícia Federal e também pelo FBI”, disse Mesquita, ao detalhar algumas medidas do pacote. 

De acordo com o secretário, as ocorrências de roubo têm aumentado em diversos estados e uma das causas são as incertezas econômicas que o País atravessa e a consequente alta do desemprego. Em 2015 Curitiba fechou com alta de 9,6% de ocorrências de roubo, índice que foi de 13% no Paraná. 

“Já tínhamos uma projeção de que esta atividade criminosa iria aumentar no nosso Estado, assim como aconteceu em diversos estados do País. As questões sociais, o desemprego em todo o Brasil são fatores que ajudam a explicar a alta. O nosso desafio em 2016 é conter os crimes patrimoniais e, para isso, planejamos este pacote, agora será colocado em prática”, disse Mesquita. 

Conselhos de segurança

Outra iniciativa diz respeito às mudanças nos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs), cuja intenção é estimular a criação de novos grupos para aumentar a interação da população com os policiais. “Precisamos estimular que o cidadão faça os boletins de ocorrência. Pode parecer apenas questão de registro, mas para a Secretaria da Segurança Pública serve para orientar e posicionar policiais e viaturas nos horários e locais de maior incidência de crimes”, explica o secretário. 

Além do registro do B.O., a orientação é que os cidadãos participem das reuniões dos Consegs, que contam com a presença de policiais militares e civis para repassar informações para as corporações. 

Entre as mudanças no decreto que regulamenta os conselhos está ainda a realização de auditorias nas contas, a permissão de reeleição do presidente e a redução do número de integrantes de 11 para sete, facilitando a criação de novos grupos, além da proibição de venda de produtos e serviços nos Consegs e o uso para fins políticos.

Colaboração AENPr.