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Segurança Pública aposta em videomonitoramento para elucidar série de mortes em Londrina

SESP/Divulgação - Segurança Pública aposta em videomonitoramento para elucidar série de mortes
SESP/Divulgação

Uma força-tarefa montada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná chegou nesta segunda-feira (1º) a Londrina para reforçar o efetivo policial na cidade depois das 12 mortes e 23 pessoas baleadas entre a noite de sexta-feira (29) e a madrugada de sábado (30), após o assassinato do policial militar Cristiano Luiz Botino, de 34 anos.

A onda de violência resultou em um esvaziamento das ruas da cidade na noite de sábado e, desde então, não foram mais registrados homicídios.

Formada por policiais do Bope, Tigre e Cope, a força-tarefa está prevista para ficar em Londrina por dez dias, mas o prazo pode ser prorrogado.

Além da presença de mais policiais, a aposta da SESP para elucidar a autoria e motivação das mortes está no uso de mais de 80 câmeras de videomonitoramento espalhadas pela cidade. As imagens estão sendo analisadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle da Segurança Pública, em Curitiba.

Presos monitorados por tornozeleira na região de Londrina também estão sendo observados, cruzando informações com os boletins das ocorrências.

O secretário de segurança pública do Paraná, Wagner Mesquita,informou que já existem linhas de investigação para os casos de homicídio. “Em breve, teremos resultados de polícia judiciária e medidas judiciais para apresentar. Nesse momento, o trabalho está sendo desenvolvido, para que a gente possa afirmar com certeza no momento adequado”. O diretor-geral do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen), Luiz Alberto Cartaxo Moura, aponta que, até o momento, “não há o menor indicativo de que tenha havido ordem de facções criminosas contra a PM”.

Até o momento, não foi confirmado oficialmente pelos órgãos de segurança se os mortos possuíam antecedentes criminais. Levantamento feito pela reportagem aponta que pelo menos três nomes já têm condenação na justiça: Cleverson Ramos de Almeida, 28 anos, foi condenador por roubo e corrupção de menores por um crime cometido em 2009.

João Miguel Alvarenga, 19 anos, já foi preso por roubo e tráfico de drogas, assim como Wagner Honorio, de 36.

Os outros nomes da lista que ainda não possuem antecedentes criminais confirmados são: 

Rafael Verginio Barros,21 anos

Allan Bonifácio Martins, 19 anos

Moises Zeferino Neto, 19 anos

Guilherme Veiga, 28 anos

Icaro Faria de Araújo, 18 anos

Adriana Rodrigues, 34 anos

Matheus Henrique Cyrillo Modesto, 21 anos