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Sem-terra destroem canavial e deixam fazenda após protesto no Norte do Paraná

Sem-terra destroem canavial e deixam fazenda após protesto no Norte do Paraná

Os cerca de 200 integrantes do movimento sem-terra que invadiram a fazenda Tabapuã, em Centenário do Sul, na manhã de domingo (10) já deixaram o local.

As cerca de 20 famílias que moram no local foram ameaçadas durante o protesto, mas não houve registro de violência física. Eles apenas impediram a entrada e saída de pessoas.

Utilizando sete tratores, os manifestantes destruíram grande parte da plantação de cana-de-açúcar existente da propriedade, que pertence ao grupo Atalla, da Usina Central Paraná. A área destruída passa dos 20 hectares.

Segundo os sem-terra, a invasão foi um protesto contra a morte de dois integrantes do movimento durante um confronto com a Polícia Militar registrado na tarde de quinta-feira (7) em Quedas do Iguaçu. Segundo a versão da PM, os policiais foram até a fazenda da Araupel verificar uma denúncia de crime ambiental e foram recebidos a tiros por três homens em uma caminhonete escura.

A secretaria de Segurança Pública divulgou o trecho do depoimento de um integrante do MST identificado como Pedro Francelino. No documento, ele afirma que foi convidado para um “protesto normal”. “Levei foice, que é uma coisa que é a nossa ferramenta de trabalho. Chegamos lá e um engraçadinho saiu pra fora atirando pra cima e o policial revidou. Só isso só que aconteceu”.

A invasão na fazenda Tabapuã foi acompanhada por policiais do 15º Batalhão da Polícia Militar, de Rolândia. Não foi necessário fazer intervenções. Os líderes do movimento foram identificados como Diego Moreira e Arlindo Barbosa.