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Sem-terra invadem Fazenda e ameaçam famílias de colonos

Sem-terra invadem Fazenda e ameaçam famílias de colonos

Cerca de 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra cercaram a sede da fazenda Tabapuã, em Centenário do Sul, na madrugada de hoje (10). 

Eles ameaçam expulsar as famílias de trabalhadores que moram na propriedade. A Tabapuã pertente à Usina Central do Paraná e há anos sofre com as invasões de sem-terra.

A entrada da fazenda Itapuã está bloqueada pelos integrantes do movimento. Na última sexta-feira (8) o grupo já havia fechado um trevo que dá acesso às cidades de Porecatu e Centenário. 

A ação teria sido em represália ao ocorrido no sudoeste do Paraná quando, em confronto com a Polícia Militar, dois sem-terra foram mortos na área rural de Quedas do Iguaçu. 

Tratores são usados pelos integrantes para gradear o pouco de cana que ainda sobrou depois das últimas invasões. 

A Polícia Militar foi acionada, mas por enquanto apenas faz o acompanhamento, sem se aproximar da propriedade. A área é de responsabilidade do 15º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Rolândia.

Os sem-terra cogitam invadir também a fazenda Primavera, que fica na região, e também pertence a Usina Central. O governo do Paraná, através do Secretário Especial de Assuntos Fundiários, Hamilton Serighelli, foi informado sobre a situação, mas ainda não tomou nenhuma medida prática para resolver a questão. 

O MST ainda não divulgou nota sobre o caso.

Histórico

A Fazenda Tabapuã é alvo de invasões sem-terra há mais de dez anos. Só em 2015, foram duas invasões. Em janeiro, cerca de 1,5 mil famílias se instalaram na área de propriedade do grupo Atalla com a promessa de produzir alimentos no local onde predominava a monocultura da cana-de-açúcar.

Em julho, 120 famílias ocuparam quatro fazendas do grupo Atalla. Mais da metade da área de 3,4 mil hectares de plantação de cana foi destruída, causando prejuízos acima dos R$ 10,5 milhões.

A propriedade é alvo de disputa na Justiça Federal. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pedia a desapropriação da fazenda por considerá-la improdutiva.

(Colaboração: Assessoria de imprensa )