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Servidores da saúde continuam sem receber horas extras

(Foto: Orlando Kissner/SMCS) - Servidores da saúde continuam sem receber horas extras
(Foto: Orlando Kissner/SMCS)

Os servidores municipais que fazem horas extras para suprir a falta de pessoal na rede de saúde de Curitiba ainda não receberam pelas horas que trabalharam a mais. O sindicato que representa a categoria afirma que o acúmulo é incalculável.

O problema já foi mostrado pelo portal Massa News. Em julho deste ano, funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Boqueirão reclamaram que não estavam recebendo as horas extras que fizeram para garantir atendimento aos pacientes.

“Estavam pedindo para o pessoal fazer hora extra. O pessoal estava colaborando, fazendo alguma coisa para suprir o plantão, mas começamos a receber só 50% do valor das horas extras. Assim a gente começou a desanimar”, disse, na ocasião, uma funcionária.

Na época a Prefeitura de Curitiba negou que o pagamento das horas extras não estava sendo realizado, mas o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) denuncia que os servidores continuam sem receber pelas horas a mais trabalhadas, e o problema não afeta apenas no setor da saúde.

“É o retorno do velho problema: com poucos servidores para atender a demanda, as horas extras seriam uma consequência natural. O que não podemos aceitar é que não sejam pagas, de novo”, comentou a coordenadora do Sismuc, Irene Rodrigues, em publicação no site do sindicato.

A prefeitura informou que “eventuais serviços extraordinários serão pagos”. Para Irene, não é possível sequer calcular quanto a prefeitura deve para os servidores. Apenas para o setor da saúde acumula 33 mil horas extras ainda não recebidas. Em fevereiro do ano passado, quando a categoria paralisou o atendimento durante dois dias, a dívida era de aproximadamente R$ 1,5 milhão. “É incalculável”, avalia a coordenadora.