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Servidores de Araucária decidem continuar com a greve

(Foto: Divulgação/SIFAR) - Servidores de Araucária decidem continuar com a greve
(Foto: Divulgação/SIFAR)

Em assembleia na tarde desta quarta-feira (30), os servidores de Araucária decidiram continuar por tempo indeterminado com a greve iniciada no começo do dia. Mais de mil servidores aderiram à mobilização.

“Após um dia intenso de atividades grevistas e uma batida de porta da Prefeitura na cara dos servidores, as trabalhadoras e trabalhadores municipais de Araucária decidiram continuar em greve por tempo indeterminado. A comissão de negociação da categoria mais uma vez não foi recebida pela administração municipal e o andar em que fica o Secretário de Governo foi trancado para que os trabalhadores não tivessem acesso. Como as nossas pautas não foram negociadas, os servidores continuam com suas atividades paralisadas”, informou em nota o Sindicato dos Funcionários e/ou Servidores Públicos de Araucária (Sifar).

De acordo com o sindicato, neste primeiro dia de greve, 90% dos CMEIS foram afetados pela paralisação, além das estruturas de assistência social e unidades de saúde. Os serviços de urgência e emergência da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e do Pronto-Atendimento Infantil (PAI) foram mantidos com o número mínimo de funcionários.

Está prevista para esta quinta-feira (31) mais mobilizações no município. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 11,93%; aumento no vale-alimentação de R$500; pagamento das progressões atrasadas; contratação de mais servidores via concurso público e mudanças no repasse para o Fundo de Previdência.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura logo após à divulgação da nota do sindicato, mas ninguém atendeu a ligação. Mais cedo, a administração municipal divulgou uma nota. Confira na íntegra:

“A administração de Araucária vem fazendo todos os esforços possíveis para manter pagamentos de salários e benefícios em dia, em meio a um momento de crise financeira, queda de arrecadação e redução de recursos disponíveis. Ao longo dos últimos três anos, um trabalho rigoroso de enxugamento dos gastos vem sendo feito e com isso garantiu-se o bom andamento da máquina pública.

O funcionalismo de Araucária conta hoje com a segurança da manutenção de seus direitos, graças a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos Municipal (PCCV). Nos últimos três anos, os servidores municipais tiveram as reposições asseguradas, os depósitos do Fundo de Previdência cumpridos de maneira rigorosa e transparente e os pagamentos de triênios e quinquênios quitados para todos que têm esse direito, além de férias de 13º salário.

Hoje, a administração municipal utiliza quase 53% (limite legal) de sua receita para pagamento dos funcionários públicos. Para conseguir manter o índice dentro do limite, foram cortados 20% do número de cargos comissionados, além do congelamento do salário dos mesmos. Hoje, o pagamento do salário de CCs representa perto de 6% do total da folha de pagamento.

Porém, mesmo diante deste compromisso, dos esforços que são feitos para superar um momento de crise nacional que afeta todos os municípios do país, os sindicatos ignoram a realidade e os fatos e investem em uma agressiva campanha “política” com claras intenções de manobras desleais, se agarrando em fatos fantasiosos, com único objetivo de ludibriar servidores e a população de forma geral.

É inadmissível que em um momento tão delicado essas entidades insistam em inflamar os ânimos, se valendo de falácias, para criar instabilidade e dúvida na cabeça das pessoas. Ignoram todos os avanços e benefícios concedidos pela prefeitura aos servidores, o que tornou o funcionário de Araucária um dos mais bem pagos do Brasil.

Os sindicatos precisam mudar sua forma de agir e pensar, mais do que isso, precisam abandonar o revanchismo político e, com seriedade e lucidez, discutir o cenário atual. Os sindicatos precisam abrir mão do discurso pronto e repetitivo de que querem negar aos trabalhadores os seus direitos, direitos estes previstos por lei e por força da Constituição, e que são concedidos anualmente a todos que servem o município de Araucária.

É preciso dar um basta em toda essa política fisiológica, é preciso repensar a conduta e voltar a pensar no trabalhador, no funcionário, no servidor como a administração fez e continua fazendo. O interesse de poucos, a vontade de achacar a administração pública, partida de alguns sindicalistas aguerridos em ideais do século passado, que ignoram conquistas históricas, colocam a população de Araucária na berlinda, a mercê de militantes de uma causa política sindical e não popular.

A Prefeitura, a administração municipal, está fazendo a sua parte, trabalhando e cumprindo o seu papel junto ao servidor público, seu patrimônio operacional e administrativo mais valioso. Esperamos que essa coerência e sensatez seja de um todo”.