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Servidores e Prefeitura não chegam a acordo sobre reajuste

Servidores querem contraproposta da Prefeitura de Maringá (Foto: André Renato/Secom) - Servidores e Prefeitura não chegam a acordo sobre reajuste
Servidores querem contraproposta da Prefeitura de Maringá (Foto: André Renato/Secom)

Servidores municipais e a Prefeitura de Maringá não chegaram a um acordo sobre o reajuste salarial da categoria. Os trabalhadores pedem a reposição da inflação – de quase 11% - mais aumento real de 10%. Porém, o município alega que já está perto do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, por isso, não pode acatar a reivindicação.

Inicialmente, o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) havia apresentado 16 itens de negociação. A pedido da Prefeitura, os pontos foram reduzidos a cinco: reposição da inflação mais aumento real, implantação do vale-alimentação de R$ 350, lei contra assédio moral, fim das terceirizações e a revisão do piso dos motoristas.

Houve uma mesa de negociação na quarta-feira (2), sem a presença do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP), que estava em Curitiba. A presidente do Sismmar, Iraídes Baptistoni, declarou que a Prefeitura apenas informou que não poderia conceder o reajuste requisitado, sem apresentar uma nova proposta.

“Se a Prefeitura não pode oferecer tudo que estamos pedindo, quanto ela pode oferecer? Os trabalhadores em assembleia se sentiram desvalorizados pelo fato deles não terem apresentado uma proposta”, declarou.

O sindicato pediu ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) uma análise sobre os números da Prefeitura de Maringá. A partir do resultado, o Sismmar vai apresentar nova oferta ao município.

A preocupação do sindicato é com a aproximação do calendário eleitoral, que impede a concessão de aumento salarial a partir de meados de abril.

O outro lado

A Prefeitura de Maringá alega que o aceite das reivindicações do Sismmar comprometeria em 60% a folha de pagamento. Segundo o município, somente o vale-alimentação traria impacto de R$ 160 milhões ao ano.

“Estamos em um ano de recessão econômica no país e também estamos sofrendo as consequências da crise. Esperamos que os servidores tenham consciência de que a diferença entre a proposta do sindicato e o que podemos atender é muito grande. Vamos aguardar uma nova proposta do sindicato para que possamos reavaliar”, declarou o chefe de Gabinete, Luiz Carlos Manzato, em notícia divulgada pela Prefeitura de Maringá.