21°
Máx
17°
Min

Servidores farão plantão no gabinete do prefeito para negociação salarial

(Foto: Divulgação/Sismmar) - Servidores farão plantão no gabinete do prefeito
(Foto: Divulgação/Sismmar)

Os servidores municipais de Maringá decidiram segurar a votação de uma possível greve e apresentar uma nova proposta à prefeitura na Campanha Salarial 2016. A deliberação foi feita na noite de quarta-feira (8), em assembleia realizada na Câmara Municipal. Inicialmente, os servidores iriam se reunir no Paço para pressionar o prefeito Carlos Roberto Pupin (PP). Porém, a notícia de que o chefe do Executivo não estava no gabinete e a chuva alteraram o plano.

A categoria diminuiu o índice de reajuste requisitado, usando números do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De 20% para 17,5%, sendo 11,08% de reposição da inflação e 6,2% de aumento real. As demais bandeiras – implantação do vale-alimentação de R$ 350, aprovação de lei contra assédio moral, fim das terceirizações e revisão do piso dos motoristas – continuam na pauta.

Trabalhadores querem conversa direta com Pupin

Os servidores municipais também decidiram que não aceitam mais negociar com intermediários, como o chefe de gabinete, mas querem uma conversa direta com o prefeito Carlos Roberto Pupin. Nesta quinta-feira (10), representantes do Sindicato dos Servidores Municipais (Sismmar) vão ficar de plantão em frente ao gabinete até serem atendidos.

 “Agora, pelo que foi deliberado em assembleia, é o prefeito que tem de atender a categoria. Vamos ficar no gabinete até que o prefeito aceite receber a Comissão de Negociação, apresentando uma proposta”, declarou a presidente do Sismmar, Iraídes Bapstitoni.

A versão da Prefeitura

Por meio de uma nota, a Prefeitura Municipal de Maringá declarou que aguarda o Sindicato dos Servidores Municipais apresentar os estudos do Dieese para retomar a negociação salarial.

Também reiterou que a proposta inicial de reajuste salarial de 22%, mais vale-alimentação de R$ 350, compromete o caixa do município. “A Prefeitura aguarda o Sismmar apresentar uma proposta plausível para poder negociar, uma vez que até agora o sindicato não fez nenhuma contraproposta.”

Colaboração: Sismmar