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Servidores protestam na Câmara contra calendário de reposição feito pelo Executivo em Maringá

(Foto: Sismmar) - Servidores protestam contra calendário de reposição do Executivo
(Foto: Sismmar)

Servidores municipais da educação estarão, na noite desta terça-feira (14), na Câmara Municipal de Maringá para um protesto contra a prefeitura. Eles não concordam com o calendário de reposição elaborado pelo município sem negociação prévia com o sindicato.

Entre 29 de março e 1º de abril, os trabalhadores fizeram greve. A Secretaria Municipal de Educação decidiu repor os dias parados no recesso de julho, com horas extras. Porém, o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) questiona que a determinação desconsidera o processo que corre na Justiça sobre as faltas e o desconto dos dias paralisados.

O município tem até esta quarta-feira (15) para apresentar defesa na Justiça. "O Sismmar é contrário à iniciativa da Seduc porque a medida não garante a devolução do desconto dos dias parados da greve e não permite que todos os profissionais da Educação que aderiram ao movimento paredista possam fazer a reposição. O Sismmar também critica a postura arbitrária da administração do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) em se recusar a negociar a reposição dos dias parados”, divulgou o sindicato.

Além do protesto marcado para esta terça, na quarta-feira (15), os trabalhadores da educação fazem uma assembleia no Legislativo, às 18h30, e também planejam panfletagem para comunicação do problema à comunidade. O sindicato defende que é mais oneroso para o município pagar horas extras em julho do que anular o desconto no salário dos dias parados, com um calendário de reposição pensado juntamente com os trabalhadores.

Administração

Por meio de uma nota, a Secretaria de Educação informou que a compensação do calendário escolar não acontecerá nos dias 4,  5, 6 e 7 de julho. Portanto, o recesso nesses dias fica mantido conforme calendário escolar. O cumprimento dos dias letivos, no mínimo 200 obrigatórios por lei e direito dos alunos, será decidido posteriormente.

A Seduc argumentou que a obrigatoriedade do cumprimento do calendário escolar independe das negociações entre o Sismar e o Poder Público quanto aos dias parados na greve.