28°
Máx
17°
Min

Setor de educação é o mais afetado pela greve

(Foto: Divulgação/Sismmar) - Setor de educação é o mais afetado pela greve
(Foto: Divulgação/Sismmar)

A Prefeitura Municipal de Maringá divulgou que vários centros municipais de educação e escolas estão fechados nesta terça-feira (29) devido à greve dos servidores. Já a categoria rechaça o fato e defende que diretores impediram a entrada dos alunos, o que é responsabilidade do município e funciona como manobra para colocar a comunidade contra a paralisação.

Segundo a administração municipal, a educação – que reúne 33 mil alunos – foi o setor mais afetado pela greve. No caso das creches, 20 estão paradas, outras 17 funcionam parcialmente e 23 normalmente. Já em relação às escolas, sete estão paradas, 17 funcionam parcialmente e 25 normalmente.

No setor de saúde, as unidades básicas e de pronto atendimento atendem, mas com menos servidores.

Resposta dos servidores

O Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) divulgou que está cumprindo a determinação legal de manter 30% dos servidores da educação no trabalho, segundo o advogado Marino Gonçalves.

“O que ocorreu em algumas unidades é que diretores fecharam os estabelecimentos, não permitindo acesso. Isso é muito grave, para colocar a comunidade contra os servidores”, argumentou.

À Rede Massa, uma mãe informou que não conseguiu deixar o filho na escolha devido a uma escolha do diretor, que preferiu não receber crianças devido ao número reduzido de professores.

Negociação

Na manhã desta terça-feira, o advogado do Sismmar, Marino Gonçalves, esteve reunido com o chefe de gabinete da Prefeitura de Maringá, Luiz Carlos Manzato.

“No início, ele se mostrou muito arredio, mas aos poucos foi ponderando, a gente também. No final, ele se comprometeu a falar com o prefeito e verificar a possibilidade de pensar em outra proposta”, comentou.

Os servidores prometem lotar a sessão da Câmara Municipal na noite desta terça-feira para pleitear o apoio dos vereadores à greve.