24°
Máx
17°
Min

Sindicato diz que prefeitura abandonou parques de Curitiba

(Foto: Reprodução / Sismuc) - Sindicato diz que prefeitura abandonou parques de Curitiba
(Foto: Reprodução / Sismuc)

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) publicou nesta semana uma reportagem especial em seu site relatando problemas nos parques da cidade. Segundo a entidade, foi verificado que os guardas municipais estão sobrecarregados e trabalham sem condições. O sindicato ainda constatou ausência de servidores nestes locais.

O Sismuc publicou que no Parque Barigui há apenas um fiscal do meio ambiente, que precisa atuar em toda a extensão da unidade. Os guardas municipais fazem o trabalho de fiscalização no parque, mas não possuem os materiais necessários para cumprir as tarefas, como o decibelímetro, para medir a altura do som, e até mesmo o bloco para notificações e autos de infração. “Damos a orientação sobre som alto, mas não podemos fazer nada. Não podemos aplicar multa”, comenta um guarda municipal à reportagem do sindicato.

O sindicato ainda traz o caso do Parque Tanguá, onde há apenas dois fiscais e uma unidade da Guarda Municipal, o que não seria suficiente para o atendimento. Um dos servidores atua como orientador ambiental, sem o poder de notificação. No Parque da Barreirinha, por exemplo, há apenas um servidor.

O Sismuc ainda revelou que no Parque do Bacacheri há um único fiscal, dois polivalentes e três guardas municipais fixos. No entanto, somente os guardas atuam nos finais de semana, quando há maior movimento. “Nossa sensação é de impotência. Somos massacrados. Não temos condições de fazer a segurança. Então, passamos a sensação de segurança para as pessoas, mas não a segurança de fato”, diz uma guarda municipal à reportagem do Sismuc. “Não temos zeladora. Fazemos a mão de obra toda. Lavo banheiro até hoje. Não tem álcool para depois que abordamos as pessoas”, afirma a mesma guarda municipal, enfatizando que a unidade do parque recebe apenas quatro rolos de papel higiênico por mês. Os outros são comprados com dinheiro dos servidores.

Ainda há relatos dos servidores sobre uma série de descumprimentos às regras dos parques por parte dos usuários, mas que não é possível atuar em todas as frentes. “Os parques estão preservados hoje graças à cultura do povo de preservação, e não pela Prefeitura”, diz Giuliano Gomes, fiscal e diretor do Sismuc na reportagem, informando que esta cultura compensa um pouco a falta de estrutura de cuidado e fiscalização nos parques.

O Sismuc publicou a versão da prefeitura de Curitiba, após procurar a assessoria de imprensa da administração municipal, sobre os casos relatados na reportagem no site do sindicato, como ausência de fiscais, sobrecarga de trabalho, desvio de função, papel limitado dos guardas municipais e necessidade de concurso público.

A resposta foi de que a prefeitura “possui um cuidado constante com a saúde dos seus servidores e realiza, por meio do Departamento de Saúde Ocupacional da Secretaria Municipal de Recursos Humanos (SMRH), palestras voltadas para a prevenção e a promoção da saúde dos trabalhadores, além da prática de exames periódicos. Informamos ainda que a SMRH mantém um canal permanente de comunicação com as pastas envolvidas para discutir as reais necessidades de dimensionamento de pessoal, sempre visando o melhor atendimento à população de Curitiba”.

Colaboração Sismuc