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Sindicato questiona existência de provas do cartel de combustíveis em Londrina

(foto: Tony Winston/Agência Brasília) - Sindicato questiona existência de provas do cartel de combustíveis
(foto: Tony Winston/Agência Brasília)

O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Paraná (Sindicombustíveis) divulgou uma nota à imprensa na tarde desta quinta-feira (9) se posicionando sobre o indiciamento de 51 empresários acusados de alinhamento de preços e formação de cartel em inquérito concluído pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Na nota, o órgão aponta para a necessidade de apresentação de provas robustas para a comprovação da combinação de preços. “Os órgãos especializados em proteção da concorrência já se manifestaram, em diversos casos, no sentido de que para ser cabível a acusação de cartel não basta apenas a comprovação de alterações nos preços”, diz a nota, ameaçando medidas judicias em caso de não comprovação. “O Sindicato empregará todos os legítimos esforços para que a imagem dos revendedores prejudicados com referidas alegações seja integralmente recuperada, bem como para que sejam punidos, na forma da lei, os responsáveis por eventual acusação infundada”.

O Sindicombustíveis afirmou que não monitora ou interfere no preço praticado pelos associados, e tomou conhecimento dos fatos pela mídia. O órgão considera “grave” a acusação de formação de cartel e afirma prezar pela livre concorrência.

“O mercado de revenda de combustíveis é, em geral, extremamente dinâmico e competitivo e, em razão disso, flutuações de preços são constantes e até mesmo esperadas em mercados submetidos ao regime de preços livres. Alterações de preços podem ocorrer a qualquer momento em razão da interação dinâmica entre oferta e demanda num ambiente de livre mercado, mesmo quando não haja correspondentes alterações nos custos dos agentes econômicos. Este fato se observa em inúmeros outros mercados e não apenas no ramo da revenda de combustíveis”, explica a nota.