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Sindicato recusa proposta e greve na saúde continua

(Foto: Dayane Farinacio/Ascom/TRT-PR) - Sindicato recusa proposta e greve na saúde continua
(Foto: Dayane Farinacio/Ascom/TRT-PR)

A greve dos trabalhadores em hospitais filantrópicos e particulares de Curitiba deve continuar. Na tarde desta quinta-feira (19), em uma audiência de conciliação realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde em Curitiba e Região recusou a proposta da classe patronal.

De acordo com o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Paraná, a ideia era oferecer um reajuste imediato de 6% para os salários e pisos e mais 3,83% complementares a partir de fevereiro de 2017, algo que atingiria o pedido da categoria, mas sem atende-lo em uma única vez, como era solicitado. As empresas ainda ofereceram um aumento de 9,83% sobre benefícios como vale-alimentação, insalubridade e auxílio-funeral.

No entanto, assim como aconteceu nesta quarta-feira (18), quando a paralisação começou, a proposta foi recusada pelo sindicato. A presidente do Sindesc, Isabel Cristina Gonçalves, afirmou durante a audiência que a categoria não abre mão do reajuste único de 9,83% no salário dos trabalhadores. Por conta disso, a greve deve continuar nesta sexta-feira (20).

Mesmo com a recusa durante a audiência, o sindicato se comprometeu em levar a proposta para uma assembleia com a categoria ainda nesta sexta, para que seja confirmada ou não a recusa. Como a audiência não teve conciliação entre as partes, caberá à Seção Especializada do TRT-PR o julgamento do dissídio e a decisão pelos valores que deverão ser reajustados aos trabalhadores. A audiência deve acontecer na semana que vem.

Percentuais

No final da audiência, a desembargadora Marlene Fuverki Suguimatsu determinou o percentual de trabalhadores que deverão exercer suas atividades durante a greve. Para setores de UTI, pronto-socorro, pronto-atendimento e casos de pacientes internados em estado grave, 100% dos trabalhadores precisaram atuar em seus postos. Pelo menos 70% daqueles que prestam assistência residencial a idosos terão que trabalho. Por fim, ficou determinado que o percentual para demais setores será de 50%. Em caso de descumprimento, a Justiça do Trabalho aplicará uma pena de acordo com a gravidade da atitude.