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Sistema compara retrato falado com fotos

(Foto: Divulgação SESP) - Sistema compara retrato falado com fotos
(Foto: Divulgação SESP)

Três delegacias de Curitiba, que compõem a Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) têm à disposição um sistema que ajuda na busca de criminosos do estado. O programa já foi utilizado, por exemplo, na busca aos suspeitos de assaltar o restaurante Madero, em abril desde ano.

O sistema compara imagens de retratos falados, feitas por artistas forenses, com o banco de dados com mais de 78 mil fotos de pessoas com passagem pela polícia ou pelo Departamento de Execução Penal (Depen) paranaense. A ferramenta foi desenvolvida por uma empresa de Curitiba e, por enquanto, atende as delegacias: Furtos e Roubos, Furtos e Roubos de Veículos, Roubo de Cargas e Estelionato.

“A implantação do programa corrige uma lacuna que tínhamos por falta de boas filmagens nas cenas dos crimes e de fotos de criminosos. Precisávamos de um meio de fazer essa identificação e o sistema tem auxiliado a polícia na resolução dos crimes”, afirmou o delegado-titular da DCCP, Francisco Caricati.

Retrato falado

A elaboração de um retrato falado dura, geralmente, entre duas e quatro horas. O trabalho é realizado no computador e utiliza fotos com recortes do formato de rostos, cabelos, olhos, boca e nariz compõem o sistema.

“Se alguém tentar fazer um retrato falado de uma pessoa que vê todos os dias, bem conhecida, tem mais dificuldades. Quando o indivíduo está vivendo um momento de tensão, de terror, existe maior irrigação de sangue em algumas partes do corpo, uma delas é o cérebro, por isso elas conseguem lembrar melhor”, comentou a investigadora Daiane Zanon Griesbach.

 Ela afirma ainda que as mulheres são mais detalhistas nas narrativas e que a reação diante de uma imagem conta muito na hora da identificação. “Muitas vezes as pessoas choram, ficam nervosas, falam que parece estarem olhando para o criminoso, tamanha a semelhança”, disse.

Colaboração Agência de Notícias do Paraná