22°
Máx
17°
Min

Sistema de saúde de Curitiba desagrada servidores e pacientes

(Foto: Google Street View) - Sistema de saúde de Curitiba desagrada servidores e pacientes
(Foto: Google Street View)

A gestão do prefeito Gustavo Fruet se aproxima do fim sem a aprovação de servidores da saúde e pacientes. A principal reclamação é referente a mudanças na política de saúde, que não agradaram nenhuma das partes.

Iniciativas como o programa Mãe Curitibana e a atenção pela saúde da família foram diluídos no sistema, causando prejuízos aos pacientes. “A saúde da família passou para unidades mistas. É outro modelo de atenção. É uma diferença gritante”, comenta a coordenadora geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues dos Santos.

Na prática isso significa que as famílias que eram atendidas pelo mesmo médico em todos os ciclos de vida passaram a receber atendimento por especialidades variadas, de maneira fragmentada. Além disso, as unidades que atendiam públicos específicos, como a Mãe Curitibana – dedicada a gestantes – e a Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho, que recebia idosos no bairro Rebouças, passaram a atender todos os perfis de pacientes.

O mesmo aconteceu com programas como a Unidade Amigo Especial, destinada ao atendimento odontológico especializado a pacientes com deficiência. “O sistema não funcionou a contento. É um modelo que precisa ser aprimorado”, avalia a coordenadora do Sismuc.

“Isso também causou uma mudança na questão econômica dos servidores”, completa Irene. Para ela, a saúde do município foi “deixada de lado” já que decisões importantes como o plano de carreira, por exemplo, não avançaram. “É uma grande pendência. A marca dessa gestão é que todas as conquistas dos servidores foram ‘em pedaços’”.

A expectativa da categoria para a próxima gestão é a regulamentação dos processos de trabalho. “Precisamos discutir o modelo de gestão da saúde e o plano de carreira”, pontua Irene. Outra grande pendência é o déficit de profissionais. A estimativa é que faltam pelo menos mil profissionais para a saúde, entre eles, cerca de 200 médicos para a atenção básica, além da falta de enfermeiros no sistema.