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Terrão causa problemas para moradores do São Braz

Terreno baldio é de propriedade particular. Proprietário já foi notificado, segundo moradores. (Foto: Divulgação) - Terrão causa problemas para moradores do São Braz
Terreno baldio é de propriedade particular. Proprietário já foi notificado, segundo moradores. (Foto: Divulgação)

Quem mora nas proximidades da Rua José Rubens de Lima, no bairro São Braz, em Curitiba, tem motivos para ter medo de um terreno abandonado. Hoje (12), pela manhã, mais de 50 de moradores se reuniram com faixas em protesto contra a falta de limpeza do local – que atrai focos da dengue – e problemas com segurança. Pais e alunos precisam atravessar, diariamente, a área para chegar mais rápido às escolas e creches do bairro. Teve direito a rap apresentado em repúdio.

Segundo entrevistas com moradores do local ouvida pela repórter Elisa Rossato, da Rede Massa, o terreno, de cerca 5 mil metros, seria de propriedade de uma imobiliária. No entanto, a Sheila Elvira dos Santos, 31 anos, avisa que eles nunca aparecem. “Mesmo que tenhamos que caminhar mais para chegar até o outro lado, o certo seria cercar com muro o local”. Para ela, evitaria que o local se transformasse em um lixão e aumentasse os casos de violência. Em duas ocasiões, o terreno foi invadido por famílias. 

Para ela, a situação tem sido preocupante. Tanto se fala em campanhas da dengue, mas dentro do terreno é possível ver uma manilha aberta com água parada. Diversos pedidos foram feitos para o 156, conta ela. “A Regional de Santa Felicidade já nos disse que o proprietário é notificado, paga a multa mas não faz a limpeza".

Os casos de violência também são recorrentes. No ano passado, uma aluna de 13 anos foi estuprada quando ia para a escola, antes das 13h. “É comum as pessoas cortarem caminho pelo terreno porque de outra forma são mais de cinco quadras para dar a volta e ter acesso ao outro lado”, lamenta Sheila. Ela mesma leva a filha à escola no horário da manhã e somente se aventura a atravessar o Terrãom caso outras mães estejam usando o mesmo caminho. “São poucos que têm coragem”. O caso mais recente foi da morte de uma senhora, de 56 anos. O módulo policial da PM fica há dois quilômetros do local. “Se nada for feito, vamos continuar com as manifestações”.