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Toledo reduziu número de casos de dengue em 11,74% em 2016

Foto: Assessoria de imprensa - Toledo reduziu número de casos de dengue em 11,74%
Foto: Assessoria de imprensa

Faltando duas semanas para encerrar o ano epidemiológico – o período vale de agosto de 2015 e julho de 2016 – Toledo registrou uma redução de 11,74% no número de registro de casos de dengue em relação a 2015. 

Os dados foram comemorados pela Coordenadoria de Controle e Combate às Endemias da Secretaria de Saúde e refletem o trabalho mais intensivo de fiscalização e políticas intersetoriais, como o Ecoponto Itinerante.

Em 2015 a Vigilância em Saúde notificou, em Toledo, 1.177 casos suspeitos, com a confirmação de 723. Destes 689 foram autóctones (quando não existe histórico de viagens do paciente) e 34 importados. 

Na época a população toledana, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), eram de 128.448 habitantes. Neste ano, as notificações aumentaram, com 1.254 suspeitas, com 698 casos positivos, 634 autóctones e 64 importados, para 132.077 moradores. 

“Foi um resultado positivo porque, ao contrário do estado (Paraná), nós conseguimos diminuir o índice”, afirmou o supervisor técnico de Controle e Combate às Endemias, Taylon Pereira.

Em todo o Paraná houve um aumento nos casos confirmados de Dengue, inclusive dos óbitos, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde (SESA). “Os números apresentaram uma elevação de 35,11% de casos de dengue em comparação ao ano anterior. 

Ao mesmo passo tivemos um aumento de 150% nos óbitos”, disse Taylon. Em 2015 foram 24 mortes pela doença, enquanto em 2016 este número chegou a 60. “Em Toledo não registramos nenhuma morte por Dengue”, reforçou.

Criação do Comitê

Discutir estratégias de combate e mobilização social para diminuir os riscos de infestação do mosquito Aedes aegypti no município e evitar os casos de dengue, além de conhecer os fluxos para a assistência aos casos suspeitos. Esses foram alguns dos objetivos para a criação do Comitê Municipal de Mobilização Social Contra a Dengue (CMMSCD). 

Cerca de 50 entidades de classe, empresas, instituições, associações, igrejas, repartições e órgãos públicos foram convidados para integrar o comitê. “Precisamos compreender que o mosquito pode ser encontrado em qualquer espaço e todos devem colaborar para diminuir os riscos. 

A criação do comitê é uma forma de chamar a sociedade para participar das ações, estabelecer campanhas e falar uma linguagem única e uniforme nos mais diferentes setores. Dengue precisa ser uma pauta presente no dia a dia da sociedade”, frisou o diretor geral de Saúde de Toledo, Fernando Pedrotti.

Ampliação do quadro funcional 

Para obter melhores resultados houve investimento em recursos humanos. Foi realizado um concurso público, em janeiro de 2013, prevendo a contratação de 30 agentes de combate às endemias, os ACE’s. Mais dois processos seletivos simplificados (PSS) aconteceram em 2016. Atualmente Coordenadoria de Controle e Combate às Endemias conta com 85 ACE’s, sete supervisores de campo, um supervisor geral e um coordenador, dois motoristas, um assistente administrativo e dois estagiários.

Ecoponto Itinerante

Outra meta da Secretaria de Saúde era diminuir os índices do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado quadrimestralmente. Na série histórica, a partir de 2014, Toledo teve uma redução significativa. No primeiro LIRAa de 2014 a infestação ficou em 10,06%, referente aos meses de janeiro a abril, enquanto no primeiro de 2016 foi de 4,6%, o menor desde 2013 para o período. Já o levantamento realizado em julho de 2016, apontou uma infestação de 0,3%, o menor dos últimos quatro anos.

Taylon Pereira atribuiu esta redução ao trabalho intersetorial de recolhimento de resíduos volumosos, o Ecoponto Itinerante. Semanalmente, aos sábados, a Prefeitura de Toledo, num trabalho envolvendo diversas secretarias municipais, realiza a ação em bairros da cidade e distritos no interior. O trabalho é capitaneado pela Secretaria do Meio Ambiente. 

“Isso tem retirado dos quintais e terrenos baldios diversos materiais que se tornam criadouros para o mosquito, como móveis velhos e outros depósitos de água”, explicou Taylon. Ao mesmo, estes materiais recolhidos recebem o tratamento adequado promovendo a reciclagem e o descarte correto. Em 2016 já foram recolhidas 1.660 toneladas de resíduos.

Futuro e melhoria das ações

Em parceria firmada com Faculdade Sul Brasil (FASUL), por meio do curso de Sistemas de Informação, a Coordenadoria de Controle e Combate às Endemias iniciará em 60 dias o projeto piloto para informatização do Programa Municipal de Combate a Dengue. 

O primeiro bairro a contar com a tecnologia, com o ACE’s utilizando tablet’s, será o Jardim Pasquali. Essa informatização garantirá números condizentes com a realidade, apontando quais imóveis ficaram fechados, quais são os principais depósitos, contribuindo para o direcionarmos de ações específicas, conforme cada caso. Para o ano de 2017 o trabalho será ampliado para outros bairros.

Colaboração: Assessoria de imprensa