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Toque de recolher? Pelo sim, pelo não, moradores preferem ficar em casa

Educação, saúde e transporte a mercê da insegurança na CIC

Após o assassinato de Diandro Cláudio Melanski, considerado um dos maiores traficantes do Paraná, o medo está perturbando os moradores da CIC.

As autoridades não confirmam, pelo contrário, dizem que “não há nada neste sentido”, no entanto, moradores da Vila Nossa Senhora da Luz, na Cidade Industrial de Curitiba, relatam que passaram ‘uma noite de terror’, com o suposto ‘toque de recolher’, que correu os grupos de WhatsApp de moradores. Pelo sim, pelo não, uma moradora da Vila revelou que “não mandou as filhas para a escola hoje”. “Minha filha tinha prova, liguei na escola e avisei que ela não vai, a professora me disse que a prova foi cancelada, porque a maioria dos alunos não apareceu hoje”, conta. “Nós estamos em pânico aqui, não sabemos o que pode acontecer. Normalmente a gente já tem receio mesmo, sempre tem tiroteio, e sabemos quem são as pessoas que devemos respeitar aqui”, acrescenta.

Ela ainda contou, que “a irmã saiu para o trabalho cedinho, mas foi rezando”. “Ela me contou que não tinha um policial por aqui. Ela foi rezando para não ter um tiroteio”.

A noite de segunda-feira (4) e a madrugada de hoje (5), foram ‘tranquilas’, no sentido de que nenhum estabelecimento comercial ficou de portas abertas após às 21 horas, nos colégios, a maioria dos alunos não compareceu, e a que foi, saiu mais cedo. Nesta manhã, no entanto, os moradores contam que algumas linhas do transporte coletivo não estão operando. “Tem muitas pessoas que não conseguiram ir trabalhar”, conta a moradora.

A assessoria de Comunicação da Prefeitura, relatou que “algumas linhas foram desviadas, para evitar tumultos”.

Fato é que, os moradores estão com medo. A Unidade de Saúde do Bairro, mesmo aberta, está vazia. No Cras e nas escolas, o funcionamento é ‘parcial’. “A polícia diz que não tem nada, mas, nós não vamos nos arriscar, sabemos muito bem como é a realidade do nosso Bairro”, afirma a moradora.

Colaboração Ricardo Vilches/Rede Massa