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Torcedor do Coritiba afirma que foi agredido por atleticanos próximo ao Couto Pereira

A Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos investiga a agressão contra um torcedor do Coritiba, na noite desta quarta-feira (14), próximo ao estádio Couto Pereira, no bairro Alto da Glória. Ele afirma que pelo menos quatro homens – um deles com a camisa de uma torcida organizada do Clube Atlético Paranaense – o agrediram antes da partida entre Coritiba e Corinthians.

O jovem de 27 anos estava acompanhado da esposa no momento da agressão. Ela conta que os dois chegaram atrasados para o jogo, próximo das 22h, e foram surpreendidos na rua Ivo Leão, a poucas quadras do estádio.

“Como o jogo já tinha começado, não tinha nenhum torcedor, só cuidadores de carro que viram tudo o que aconteceu, mas não puderam fazer nada”, comentou a mulher, que por medo, prefere não se identificar. “Um carro Ônix preto quatro portas estava parado no meio da rua, com um cara do lado de fora. Quando eu e meu marido nos aproximando, o cara já deu um soco no meu marido, derrubou meu marido no cão. Depois saíram os outros do veículo, bateram, xingaram. Comigo não fizeram nada”, contou.

De acordo com a esposa da vítima, depois de bater bastante no jovem os agressores levaram apenas um boné e dois moletons, um preto e outro de torcida organizada do Coritiba. “Não pegaram meu celular, não pediram nada. Na verdade só queriam o moletom da torcida organizada”, disse. Os agressores fugiram no Ônix.

O jovem registrou um boletim de ocorrência na unidade da Demafe que estava no Couto Pereira. Ele foi encaminhado para o hospital e terá que passar por uma cirurgia na mandíbula. “A vítima não tinha condições de identificar quem fez isso. Estamos trabalhando para ver nas imediações se têm câmeras de segurança para identificar e responsabilizar os agressores”, disse o delegado adjunto da Demafe, Luiz Carlos de Oliveira.

O delegado destaca que denúncias serão muito importantes para esclarecer o caso. “Estamos à disposição das pessoas para nos informar”, solicita ele, que considera este tipo de situação como “abominável”.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 41 3326-3600.