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Trabalhadores da urbanização avaliam prefeitura como "a pior gestão"

(Foto: Luiz Costa / SMCS) - Trabalhadores da urbanização avaliam prefeitura como "a pior gestão"
(Foto: Luiz Costa / SMCS)

“Essa é a pior gestão. Há 30 anos não tivemos uma gestão como a do Gustavo Fruet. Parou o funcionalismo público, seja na sua vida funcional como na atividade profissional”. É assim que o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (SindiUrbano-PR), Valdir Aparecido Mestriner descreve os anos que prefeito Gustavo Fruet está à frente da prefeitura de Curitiba. Especificamente em relação à gestão da Urbs e o sistema de trânsito da capital, ele classifica o comando como atrasado e sem qualidade.

A lista de reclamações é extensa. Os servidores convivem com atrasos constantes no pagamento dos salários e se viram obrigados a ir a dissídio durante as negociações da categoria, o que não teria acontecido até então. “Estamos insatisfeitos com a forma como a direção da empresa está trabalhando, com a ausência de comunicação entre a direção e corpo funcional. Nunca foi tão ruim quanto essa gestão”, critica o presidente que demonstra receio na garantia do pagamento dos salários deste mês.

Além disso, os trabalhadores observam, descontentes, a precarização do sistema de transporte coletivo e do cuidado com o trânsito em Curitiba. “Passamos quatro anos sem ver aprimoramento nas atividades profissionais. O prefeito não fez nada para aprimorar o que era feito. Ficamos mais quatro anos atrasados no desenvolvimento da cidade. Não foi feita nenhuma adequação que se fez necessária”, avalia Mestriner.

A licitação do sistema de transporte coletivo está entre as principais críticas à gestão, já que ela foi mantida apesar das diversas irregularidades apontadas. A categoria também acredita que medidas importantes - como a criação de faixas exclusivas para ônibus - poderiam ter sido colocadas em prática em mais pontos da cidade. “Não houve coragem para adotar medidas necessárias para o trânsito e o transporte coletivo”.

Sem dinheiro

Bastante apresentado durante toda a gestão de Fruet, o argumento de que o município está sem dinheiro não convence mais a categoria. “O pior não é estar em crise, o pior é não ter tomado nenhuma atitude, nenhuma medida administrativa que pudesse reequilibrar as finanças. Falar que não tem dinheiro não resolve o problema, nem na Urbs e em lugar nenhum. Faltou capacidade de gerenciamento para priorizar o que efetivamente se faz necessário”, comenta.