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Trabalhadores da Urbs decidem nesta sexta-feira (22) se aceitam proposta apresentada em audiência

(Foto: Divulgação/TRT) - Trabalhadores da Urbs decidem nesta sexta (22) se aceitam proposta
(Foto: Divulgação/TRT)

Os trabalhadores da Urbanização de Curitiba (Urbs) vão decidir nesta sexta-feira (22) se aceitam ou não a proposta apresentada pela desembargadora Ana Carolina Zaina, durante a audiência de conciliação realizada nesta quinta (21), no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná.

A categoria já havia rejeitado durante a manhã a proposta da Urbs para encerrar com a greve, que já dura mais de uma semana. Os trabalhadores não aceitaram que o reajuste salarial de acordo com a inflação fosse aplicado apenas em 2017.

A intenção dos empregados era receber a reposição das perdas salariais ainda em 2016, mesmo que parceladamente. Por outro lado, a Urbs argumentou, durante a audiência, que não teria condições financeiras para arcar com o reajuste ainda neste ano.

Depois de conversar e negociar com os dois lados, a desembargadora propôs um reajuste de 9,83%, em parcelas que seriam pagas em setembro (2,5%), novembro (2,5%), dezembro (2,5%) e fevereiro (1,98%). A data-base seria alterada para 1º de maio.

Além disso, foi proposto reajuste de R$1.001,66 em benefícios como auxílio-alimentação, refeição e cesta de alimentos, a partir de 01/08/2016, e redução da jornada de trabalho dos empregados de oito para seis horas diárias, restrito ao período das 8h às 14h. A medida seria válida a partir do dia 26 de agosto deste ano.

Já o pagamento do abono seria realizado em duas parcelas (dezembro e fevereiro) de R$750, apenas para aqueles que não aderirem à redução da jornada. Os trabalhadores que aceitem reduzir o horário de trabalho receberiam um abono de R$ 300, pago em uma única parcela, em 23/12/2016. Por fim, a data do pagamento também seria alterada do dia 25 para o dia 30, a partir de março de 2017.

 A categoria vai realizar uma assembleia nesta sexta-feira (22), para decidir se aceita a proposta apresentada pela desembargadora, para tentar encerrar a greve. Os trabalhadores não estão com as atividades paralisadas, mas permanecem em estado de greve desde a semana passada. Se a proposta não for aprovada, uma nova audiência no TRT deve ser realizada no dia 04/08/2016, às 14h.