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Trabalhadores dos Correios iniciam greve em três municípios da RMC

(Foto: Divulgação/Sintcom-PR) - Trabalhadores dos Correios iniciam greve em três municípios da RMC
(Foto: Divulgação/Sintcom-PR)

Os trabalhadores dos Correios nos municípios de Fazenda Rio Grande, Campina Grande do Sul e Quatro Barras decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (4). As unidades permaneceram fechadas durante o dia. Segundo os trabalhadores, o motivo para a paralisação são as condições precárias de trabalho nas unidades dos Correios.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (SIntcom-PR), no Centro de Distribuição Domiciliária dos Correios em Fazenda Rio Grande, falta funcionários. De acordo com o Sintcom, os trabalhadores costumam dobrar as jornadas diariamente. O sindicato ainda afirma que ferimentos por mordidas de cães são comuns no município e que não há manutenção nos veículos utilizados pelos trabalhadores.

Já na Unidade de Distribuição Jardim Paulista, em Campina Grande do Sul, a reivindicação do sindicato é de que a unidade seja dividida em agência e CDD. De acordo com os trabalhadores, falta segurança e o local já foi assaltado diversas vezes. Além disso, eles afirmam que o espaço de trabalho é inadequado, pois não há saída de emergência e a fiação elétrica está exposta.

Por fim, os trabalhadores da agência dos Correios no Quatro Barras também reclamam da falta de segurança e pedem por um novo local de trabalho. “A agência é precária, não tem nem bebedouro e a água das torneiras chega suja e amarelada”, afirmou o sindicato, em nota.

Além disso, nesta segunda-feira os trabalhadores da agência e do CDD dos Correios no Bacacheri, em Curitiba, decidiram manter o estado de greve. Eles reivindicam mais segurança nas unidades do Correios.

Os trabalhadores deram um prazo de 30 dias para que a empresa “garanta os mecanismos de segurança no local”. Caso contrário, eles irão realizar outra paralisação. No dia 4 de março, os mesmos funcionários já cruzaram os braços pelo mesmo motivo.

A reportagem tentou entrar em contato com o Correios, mas ninguém atendeu as ligações. Por conta da paralisação, a correspondência de moradores e comerciantes da região podem atrasar. Por isso, é necessário ficar atento com a data de vencimento de boletos e demais contas, para não acabar prejudicado.