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Tratamento experimental na Tailândia, pode salvar a vida da pequena Isa

(Foto: Arquivo Pessoal / Facebook) - Tratamento experimental na Tailândia, pode salvar a vida da pequena Isa
(Foto: Arquivo Pessoal / Facebook)

Há 13 meses, Angeli e Guilherme passaram por duas emoções. Uma ver a filha Isabela nascer prematura; e a outra quando ouviram do pediatra, ao final do parto, a sentença: "vamos perder".  A pequena Isa nasceu de 31 semanas e com uma lesão cerebral causada pela falta de oxigênio.

Atualmente, o nervo ótico está comprometido, o que reduz a visão do bebê. No entanto, os pais não desistiram.

Desde fevereiro, eles buscam através da solidariedade das pessoas arrecadar R$ 200 mil para levar Isa para a Tailândia e realizar o tratamento experimental com células-tronco. A campanha na rede social, Isa na Tailândia oferece rifas, divulga eventos e promove um leilão com presentes recebidos por pessoas desconhecidas, sensibilizadas pela causa. Entre eles, uma réplica da chuteira do jogador Neymar e camisetas autografadas do time do Atlético. Tem até feijoada marcada na Espanha; e vaquinha, em Portugal.

"Recebemos muito carinho de pessoas que nem nos conheciam; e a ajuda de muitos amigos". 

Angeli conta orgulhosa que a corrente do bem tem vindo de todos os lados. Mas, ainda não tem sido suficiente para chegar ao montante necessário para o tratamento e deslocamento. Segundo ela, a campanha arrecadou 25% do valor necessário, até o momento.

E, o frio no estômago só aumenta. "Estamos correndo contra o tempo." A data para a entrada de Isa no Hospital Better Being, de Bangkok, está marcada para maio. A mãe se diz muito pé no chão. 

"Sabemos que as respostas ao tratamento com as células-tronco vão depender de Isa, mas é uma esperança". 

Nos últimos meses, Angeli tem pesquisado muito, ouvido muitas histórias e relatos de outras mães que estiveram na Tailândia com resultados positivos e melhoras significativas, segundo ela.

"Hoje, Isa não consegue firmar a cabecinha. Pouco balbucia; e a lesão no nervo ótico a mantém mais paradinha porque não enxerga bem. O seu desenvolvimento motor é de um bebê de dois meses". Na página aberta no Facebook, as postagens contam o dia a dia do bebê e os pequenos avanços.

"No entanto, é muito lento, infelizmente".

Tratamento é experimental

A pequena Isabela terá que ficar na Tailândia em torno de 30 dias. Durante esse tempo, irá receber infusões de célula-tronco. Ao voltar para o Brasil, durante seis meses, os pais deverão manter a rotina de terapias alternativas como fisioterapia, aquaterapia, terapia ocupacional, acupuntura e terapia nutricional, entre outras. 

"É um conjunto de técnicas que vão facilitar a afixação das células-troncos".

Angeli lembra da atenção e carinho que os profissionais que estão em contato têm tido com eles. Além de uma lista de orientações de pós-tratamento, até dicas de como se comportar no país durante a estadia foi enviada.

O Beike Bioctecnoligia é um instituto de pesquisa da China, mas diante das restrições políticas do país, os atendimentos têm sido realizados no Hospital Better Being, de Bangkok, na Tailândia. O objetivo é fornecer o tratamento com células-tronco através da captação de cordão umbilical, sangue do cordão  e material colhido da medula óssea para tratamento de doenças neurológicas e vasculares.

Nesses dois meses de pesquisa, Angeli ouviu muitas histórias. Dentre elas, casos de crianças que fizeram e estão fazendo o tratamento no hospital tailandês e vem tendo melhoras significativas, tanto motora, quanto cognitiva.  Ela conta o caso de um menino que não andava e nem falava, em decorrência de uma doença neurólogica. Hoje, ele fala e anda, relata ela.

"É a nossa única esperança".

Serviço

Para saber como ajudar acesse a página da campanha Isa na Tailândia.

Colaboração Márcio Barros da Rede Massa.