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Tremores de terra dão ‘trégua’ em Londrina

(foto: N.Com/Arquivo) - Tremores de terra dão ‘trégua’ em Londrina
(foto: N.Com/Arquivo)

Desde 16 de fevereiro o centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) não registra tremores de terra de grande intensidade em Londrina. O último abalo teve grau 1.9 na escala Richter, e foi o 12º confirmado na cidade desde 14 de dezembro de 2015.

Mas o evento de 16 de fevereiro foi , na verdade, uma detonação de rochas registrado perto de Ibiporã. De acordo com Marcelo Assumpção, professor-doutor de Geofísica da USP, o último evento mais forte ocorreu na madrugada de 3 de fevereiro. "Em fevereiro e março ainda ocorreram alguns eventos, mas a maioria muito pequenos com registros fracos. Isso não significa que os tremores tenham acabado totalmente, pois a sismicidade costuma ser irregular com períodos mais ativos intercalados por períodos mais calmos", afirmou Assumpção.

A opinião é compartilhada pelo professor do departamento de Geologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) José Paulo Pinese, nos últimos 30 dias houve apenas movimentações isoladas, diferente da frequência que vinha sendo registrada antes. “Ainda não temos como precisar, estamos investigando para somar com os dados anteriores e formular outro relatório. Aparentemente, aquela frequência que vinha tendo cessou, principalmente nos jardins Califórnia e São Fernando. É uma circunstância diferente que espalhou e saiu do âmbito dos locais anteriores”, analisa Pinese.

Relatório

Relatório entregue pela USP em 22 de janeiro aponta que a causa é natural. “Os estrondos ouvidos e sentidos em Londrina não são explosões e sim pequenos tremores de terra com foco na camada de rocha basáltica, abaixo da camada de solo. Os tremores são causados pelo deslocamento repentino, de apenas alguns milímetros, de bloco de rocha ao longo de fraturas geológicas”, diz trecho do documento.

"As conclusões preliminares do último Relatório ainda valem. Não há indicação de causa direta da adutora, inclusive porque alguns tremores têm ocorrido longe do ramo mais recente da adutora. Tudo indica tratar-se de tremores de terra naturais", afirmou o professor da USP, reforçando que os equipamentos devem continuar operando por mais alguns meses com o objetivo de chegar a uma análise completa dos fatos.