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Uber x Táxis: se nenhuma providência for tomada, mortes vão acontecer

(Foto: Divulgação/Uber) - Uber x Táxis: se nenhuma providência for tomada, mortes vão acontecer
(Foto: Divulgação/Uber)

A situação envolvendo as confusões entre os taxistas e os condutores do Uber em Curitiba, parecem estar longe do fim. De um lado, os taxistas afirmando que “o direito é deles” e que o Uber é um serviço pirata. Do outro lado, o Uber, que é um sistema novo e que oferece serviço de qualidade e com preço acessível. A discussão sobre o tema já passou pela Câmara de Vereadores e tem acabado na polícia com certa frequência. Na noite de sexta-feira (24) e madrugada deste sábado (25), a situação foi muito feia e, se seguir da forma que vem se desenrolando, tende a piorar.

Motoristas do Uber relatam sua versão, e os taxistas a sua. Alguns vídeos das situações, tanto do Aeroporto Afonso Pena, quanto do embate ocorrido na Avenida Bispo Dom José, no Bairro Batel, foram divulgados. A única unanimidade entre as partes, é a certeza de que se nenhuma solução for encontrada, mortes vão acabar acontecendo.

Nesta tarde, os representantes do Uber, conversaram com o Portal Massa News e contaram a versão dos motoristas sobre os fatos. De acordo com os motoristas, “tanto a situação do Aeroporto, quanto a do Batel, teriam sido geradas pelos taxistas”. “No caso do Aeroporto, é possível ver mais de 100 taxistas tentando fechar a passagem”, disse. “Depois, mais tarde, no Batel, eles (taxistas), fecharam a rua, e promoveram uma blitz particular, em que eles decidiam quem passava ou não pela rua”.

O diretor da União dos Taxistas de Curitiba, disse, no entanto, que a situação foi gerada pelos condutores do Uber, que segundo ele “vem trabalhando na ilegalidade e usufruindo do direito dos taxistas”. “O Uber não é regulamentado, a Lei está do nosso lado. Nós estávamos prevendo que isso uma hora iria acontecer, porque os taxistas vêm sendo provocados há tempos”. Ele também afirmou, que “um táxi teria sido chutado por um condutor do Uber no Aeroporto, e que o taxista pediu socorro aos colegas que foram em apoio”.

Boletins de ocorrências foram registrados dos dois lados. Os taxistas, afirmaram que na segunda-feira (27), devem procurar o Ministério Público, e esperam que a promotoria entre no caso e solucione o impasse. “A polícia não sabe o que fazer, a lei existe e não é cumprida, vamos provocar o Ministério Público”.