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UEL lança campanha para convivência com macacos no campus

(foto: UEL/Divulgação) - UEL lança campanha para convivência com macacos no campus
(foto: UEL/Divulgação)

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) lança em maio uma campanha educativa para orientar a comunidade acadêmica a manter uma convivência pacífica com os macacos-pregos que habitam o horto florestal próximo à Fazenda Escola e com frequência cada vez maior se aproximam das salas de aula e dos centros administrativos do campus.

A proposta é divulgar mensagens informando estudantes, professores e servidores de que animais silvestres fazem parte da paisagem do Campus e que não podem ser alimentados, em nome de uma convivência pacífica com o ser humano. A campanha será veiculada no meio digital e em materiais que deverão ser distribuídos à comunidade universitária. Também serão colocadas placas ao longo do Calçadão da UEL.

A equipe que coordena a campanha se reuniu na última sexta-feira (22) para definir os detalhes finais da iniciativa, que conta com a colaboração de pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas da UEL. De acordo com o Prefeito do Campus, Dari Toginho Filho, os macacos são mais constantemente vistos no CESA, CECA, CCH, CCE e CCA.

Eventualmente, o grupo pode ser avistado na própria Prefeitura do Campus e no Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU). Os animais se aproximam destes locais em busca de alimentação fácil, o que acaba prejudicando a saúde deles e trazendo problemas à convivência com a comunidade. Eles também podem se tornar agressivos quando buscam alimentos.

O material que está sendo produzido vai informar sobre o comportamento do macaco-prego, que tem alimentação flexível, a base de frutos, insetos, folhas e ovos. O alimento humano é considerado palatável aos animais, que acabam preferindo esta alternativa pela facilidade. Porém o excesso de açúcar, gordura e sal é prejudicial ao organismo dos animais.

Segundo o prefeito do Campus, a campanha terá início no próximo mês, mas os contatos com pesquisadores do CCB foram iniciados há cerca de 18 meses. Ele explica que, além da orientação à comunidade, a UEL aguarda autorização por parte do IBAMA para fazer um controle da população de macacos. A proposta seria fazer vasectomia nos machos alfa e beta, segundo informações dos professores que estudam animais silvestres, do Departamento de Veterinária (CCA).

"Quanto maior a oferta de alimentos, maior será também a capacidade de procriação", afirma o prefeito do campus. Outra ação prevê um levantamento exato dos animais que compõe o grupo. O trabalho deverá ser realizado por pesquisadores do CCB.

(com informações da Agência UEL)