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Unespar fará campanha pelo fim da cultura do estupro em Paranavaí e demais campi

(Foto: Divulgação) - Unespar fará campanha pelo fim da cultura do estupro
(Foto: Divulgação)

Em virtude do caso do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro, por mais de 30 homens, a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) deve iniciar uma série de debates sobre o assunto, na luta pelo fim da violência contra a mulher.

O reitor Antonio Carlos Aleixo defendeu que é essencial que a universidade protagonize o combate à cultura do estupro, já que o ambiente acadêmico é de conscientização.

“Precisamos falar da cultura do estupro. A universidade não pode se calar diante desses acontecimentos e deve atuar no sentido de combater não só essa cultura, mas o ódio que a sociedade tem manifestado”, posicionou-se.

Aleixo vai solicitar a realização de um amplo debate e de uma campanha na Unespar.

Cultura do estupro

O termo tem origem nos Estados Unidos, na década de 1970, como “Rape culture”. Foi utilizado pelas feministas com a finalidade de mostrar como a sociedade americana culpava as próprias vítimas de abuso sexual e normalizava a violência sexual contra a mulher.

Essa cultura configura-se como um conjunto complexo de crenças que encorajam agressões sexuais masculinas e apoiam a violência contra a mulher. Na cultura do estupro, as mulheres vivem uma continuidade de ameaças violentas todos os dias que podem começar por cantadas de rua, passar por assédios físicos e até mesmo ao estupro.

Denunciar é fundamental

Casos de estupro, assédio sexual, importunação ofensiva ao puder e ato obsceno podem ser denunciados por meio do Disque 180 ou até mesmo pelo site da Polícia Federal. Além disso, as vítimas podem procurar delegacias estaduais especializadas nesse tipo de crime.

Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgada em 2015, mulheres são violentadas a cada onze minutos no Brasil. O estupro é um dos crimes menos notificados do Brasil. Cerca de 50 mil casos são registrados anualmente no país e estima-se que isso represente 10% da quantidade das ocorrências.

O estupro é previsto como crime pela legislação brasileira no Código Penal, por meio do decreto 2848/40. O artigo 213 estabelece que “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso” pode resultar em reclusão de seis a trinta anos.

Colaboração Assessoria de Imprensa da Unespar