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Universidade Estadual de Maringá (UEM) precisa de R$ 50 milhões para finalizar 40 obras paradas

Considerada uma das 50 melhores da América Latina, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) sofre com problemas de infraestrutura. Alunos de cursos criados entre 2000 e 2010 estudam em salas de aula improvisadas, por exemplo, porque os novos blocos permanecem inacabados.

A UEM registra um saldo assustador de 40 obras paradas e precisa de R$ 50 milhões para finalização. Com a crise econômica, a instituição tem dificuldade de obter recursos junto aos governos estadual e federal. Atualmente, tenta a liberação de R$ 8 milhões para acabar três prédios já em reta final.

O reitor Mauro Baesso destaca que a paralisação das obras causa dois grandes problemas: a deterioração do que já foi feito e a falta de infraestrutura adequada para a comunidade acadêmica.

Entre as obras paradas estão um ginásio de esportes, um centro de eventos para 2 mil pessoas, salas de aula e laboratórios. Confira a matéria de Geovan Petry e Marcos Vinicius da Rede Massa/TV Tibagi.

Posição do governo

O governo do Paraná se posicionou sobre as obras paradas da UEM, admitindo a necessidade de recursos, mas sem prazo ainda para retomada. 

“Em 2015, o Governo do Paraná realizou ajustes para adequar receitas e despesas no Estado. Com o ajuste fiscal, houve contingenciamento de recursos em todas as áreas. Com a recuperação do equilíbrio financeiro, o estado do Paraná está retomando os investimentos. Atualmente todas as contas estão rigorosamente em dia e não existem obras paradas por falta de pagamento.

A reitoria da UEM e representantes da SETI estão definindo um relatório com informações sobre contratos de obras que estão atrasadas por motivos diferenciados e a partir disso, estabelecer uma estratégia para a retomada gradativa dessas obras. A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) está trabalhando com empenho para que as obras sejam concluídas, pois entende a importância que elas têm para o bom desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade.”