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Vigilância Sanitária e Polícia Civil investigam problemas no IML de Umuarama

(Foto: Rede Massa) - Vigilância Sanitária e Polícia Civil investigam problemas no IML
(Foto: Rede Massa)

A Vigilância Sanitária vai fiscalizar a sede do Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama (a 87 quilômetros de Cianorte), pois denúncias dão conta que resíduos de corpos necropsiados têm sido jogados diretamente na rede de esgoto. Se comprovada a informação, o local pode ser inclusive interditado.

O chefe da Vigilância Sanitária, Fábio Barzon, declarou que o prédio será inspecionado. “Vamos montar toda nossa equipe para fazer um trabalho de fiscalização, ver se realmente isso vem acontecendo, quais são as providências que precisam ser tomadas e, consequentemente, um prazo para que elas sejam executadas”, colocou.

O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Geraldo Magela, explica que, apesar de não ter expedido uma liberação para o lançamento dos resíduos na rede de esgoto, não quer dizer que o órgão tenha cometido alguma irregularidade. “Se ele gera até 30 litros de resíduos por semana, é dispensado o licenciamento do IAP. O que ele precisa ter, na verdade, é um plano de gerenciamento desse resíduo e isso tem que ser aprovado pela Vigilância Sanitária”.

Problemas estruturais

A água usada nas autópsias passa por uma tubulação que segue por baixo do prédio, passa por uma caixa de contenção e vai para o esgoto da rua. Parte desses resíduos, que contém sangue e vísceras, por exemplo, fica em uma tubulação na calçada do prédio, ao lado de um jardim, o que pode comprometer a estrutura do prédio.

Além disso, a pia da mesa de necropsia está com um vazamento e alaga o chão quando é usada. O sangue que cai pelo local é jogado diretamente na rede de coleta de águas pluviais, com o uso de rodos.

O prédio tem mais de 40 anos e foi construído inicialmente para abrigar a delegacia e o órgão de trânsito. Com o tempo foi adaptado para receber o IML e o Instituto de Criminalística, mas tem uma série de problemas estruturais. Não existe uma área específica para exames em corpos em avançado estado de decomposição, por exemplo.

População pede providências

Esta semana, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o crime de vilipêndio de cadáver, ou seja, desrespeito aos mortos, após a denúncia de uma família. O caso foi confirmado pelo delegado Fernando Ernades Martins. Uma foto que veio a público mostra um cadáver ao relento no local.

“Nós instauramos um inquérito policial para apurar essa circunstância do porquê esse corpo estava lá, se foi deixado ao relento, tomando chuva, descoberto e no chão. Isso é um procedimento que a gente sabe que não é legal, não deve ser adotado pelo IML. Então, nós vamos apurar as circunstâncias, se alguém tem responsabilidade, agiu com culpa, com dolo, vai responder pelo crime”, disse.

Colaboração Alex Miranda da Rede Massa