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Vinte e um corpos, dos 135 acumulados no IML, serão sepultados nesta sexta-feira

(Foto: Colaboração/ Everson Deonizio Monteiro) - Corpos acumulados começam a ser liberados no IML
(Foto: Colaboração/ Everson Deonizio Monteiro)

Os corpos acumulados no Instituto Médico legal (IML) de Curitiba começaram a ser liberados nesta sexta-feira (29). As informações repassadas pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Curitiba, são de que “vinte e um corpos estão sendo sepultados hoje no cemitério da zona sul”. No caso, se trata do Cemitério Parque São Pedro, no Bairro Umbará.

A assessoria ainda revelou que “conforme edital de licitação o transporte e a urna funerária (caixão) são por conta da funerária. A escolha da funerária é por processo randômico. A Prefeitura arca com o lote e com a construção da gaveta individual (entre R$ 1 mil e R$ 1,3 mil) realizado por equipe própria”.

Nas ruas próximas ao prédio do IML, os carros funerário fazem filas para recolher e encaminhar os corpos para o cemitério.

O excesso de corpos no Instituto veio à tona nesta semana. A informação é que pelo menos 135 corpos estariam em uma sala do órgão. A ‘demora’ na liberação seria por conta da necessidade de autorização judicial, uma vez que seriam ‘corpos não reclamados’ por familiares.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), em nota, revelou que os procedimentos de liberação continuarão sendo feitos ao longo dos próximos dias e reafirmou que o sepultamento é de responsabilidade da Prefeitura de Curitiba. “A direção do IML esclarece ainda que cabe à instituição a necropsia, confecção de lautos e atestados e a posterior liberação dos corpos aos familiares. Quando o corpo não é identificado ou não é reclamado pelos familiares, o IML ingressa com um pedido na Justiça para a realização do enterro. Autorizado pelo Poder Judiciário, o IML realiza exames complementares, como de DNA para futura identificação, e notifica a prefeitura de Curitiba para providenciar o sepultamento”, explica a nota.

Ainda conforme a assessoria, a estimativa da direção do IML é que o percentual de corpos não identificados ou não reclamados, é de 3% a 5% do total de corpos que dão entrada no IML. “Nos casos de cadáveres não identificados ou identificados, mas não reclamados, é aguardado um prazo de 30 dias, após o qual é encaminhada solicitação para a Vara de Registros Públicos, de alvará judicial para inumação. Existe, por parte da Vara de Registros Públicos, necessidade de prazo para montar os processos, fazer a inspeção de cadáveres e autorizar as inumações, para que na sequência o Serviço Funerário Municipal forneça os espaços para o sepultamento”.

Impasse

O presidente do Sindicato dos Peritos Oficias e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar), Leandro Lima, disse que a capacidade de armazenamento de corpos no IML de Curitiba é de 60 gavetas mortuárias. “Qualquer coisa acima disso gera um desconforto”, comenta.

Ele explicou que alguns dos corpos acumulados no Instituto aguardam liberação desde 2014, outros datam de 2015 e alguns deste ano. Conforme Lima, o impasse na liberação pode ocorrer por uma série de fatores. “Não depende apenas de os peritos liberarem os corpos, o IML precisa fazer a parte dele; a Justiça precisa autorizar o sepultamento dos corpos não identificados e dos identificados e não reclamados e a prefeitura precisa liberar a vaga no cemitério para sepultamento”, detalha. “E, muitas vezes não é tão simples assim fazer todos estes trâmites. Até a tarde de quinta-feira (28), por exemplo, a Prefeitura havia liberado 20 vagas no cemitério”, acrescenta.

Ele acredita, no entanto, que no decorrer dos dias, com mais liberações ocorrendo, a situação possa voltar a ser pelo menos ‘mais confortável’. A solução para esse tipo de problema somente virá com a construção da nova sede do IML, com a ampliação da estrutura”, finaliza.

(Foto: Colaboração/ Everson Deonizio Monteiro)(Foto: Colaboração/ Everson Deonizio Monteiro)


IML se manifesta

Em nota divulgada no fim da tarde desta sexta-feira (29), o Instituto Médico Legal de Curitiba se manifestou sobre o assunto. Confira o texto na íntegra:

  • Na manhã desta sexta-feira (29) foi iniciado o transporte e o sepultamento dos corpos não identificados ou não reclamados que estavam no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba.
  • Os procedimentos continuarão sendo feitos ao longo dos próximos dias.
  • O serviço de sepultamento é de responsabilidade da Prefeitura de Curitiba.
  • A direção do IML esclarece ainda que cabe à instituição a necropsia, confecção de lautos e atestados e a posterior liberação dos corpos aos familiares. Quando o corpo não é identificado ou não é reclamado pelos familiares, o IML ingressa com um pedido na Justiça para a realização do enterro. Autorizado pelo Poder Judiciário, o IML realiza exames complementares, como de DNA para futura identificação, e notifica a prefeitura de Curitiba para providenciar o sepultamento.
  • A estimativa da direção do IML é que o percentual de corpos que são inumados como não identificados ou como identificados e não reclamados é de 3% a 5% do total de corpos que dão entrada no IML.
  • Nos casos de cadáveres não identificados ou identificados, mas não reclamados, é aguardado um prazo de 30 dias, após o qual é encaminhada solicitação para a Vara de Registros Públicos, de alvará judicial para inumação. Existe, por parte da Vara de Registros Públicos, necessidade de prazo para montar os processos, fazer a inspeção de cadáveres e autorizar as inumações, para que na sequência o Serviço Funerário Municipal forneça os espaços para o sepultamento.