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Zika em Paranaguá: dois confirmados e quatro suspeitos

Tendência é que mais casos sejam registrados (Foto: Fotos Públicas/Fernanda Carvalho) - Zika em Paranaguá: dois confirmados e quatro suspeitos
Tendência é que mais casos sejam registrados (Foto: Fotos Públicas/Fernanda Carvalho)

Dois casos autóctones confirmados laboratorialmente de Zika vírus e outros quatro em investigação, é a situação atual de Paranaguá. Os pacientes confirmados são uma mulher e um homem, que de acordo com a Secretária Municipal de Saúde, Sandra Machado, apresentam um quadro clínico estável. 

“Eles já passaram pelo período considerado mais virulento, agora estão estáveis e imunes”, disse.

Nenhuma grávida faz parte do grupo de confirmados e suspeitos, mas, até para prevenção, um programa de orientação especifico para as gestantes está sendo montado na cidade.

A secretária explicou que a instalação do vírus Zika no município era uma situação até mesmo esperada. 

“Por conta do carnaval, da temporada de verão, e consequentemente o aumento da população em todo o Litoral, sabíamos que mais cedo ou mais tarde o vírus seria introduzido por aqui”, relata. “E foi o que aconteceu, e infelizmente não é uma questão somente nossa, é uma epidemia que atinge Brasil e muitos outros países”.

Uma vez instalado o vírus, a tendência é que mais pessoas sejam contaminadas. “Com certeza teremos mais casos sim, infelizmente”, afirma. “Por isso precisamos estar preparados até mesmo para prestar atendimento adequado”.

Entre as dificuldades enfrentadas, Sandra destaca a igualdade dos sintomas tanto do Zika vírus quanto da dengue. “O sintoma que pode diferenciar um pouco as duas doenças são as manchas vermelhas e a coceira geradas pelo Zika vírus, mas de resto é muito semelhante a dengue”.

A secretária enfatizou que a Secretaria da Saúde já prepara um centro de referência para atendimentos aos casos de Zika. “Estamos no combate a dengue e agora também reforçamos os atendimentos para a Zika”.

Sandra também relatou que além do atendimento em si, para quem já se contaminou, um forte trabalho de limpeza da cidade e de conscientização a população vem sendo efetuado. “O Exército tem nos dado apoio, e estamos desenvolvendo com as crianças, nas escolas palestras educativas que têm apresentado bons resultados”.

A falta de cuidados da população, somado a falta de condição do poder público em relação a garantir saneamento básico para todos, por exemplo, mais as condições climáticas (sol, calor, umidade) são fatores que tornam o combate ao mosquito transmissor do Zika vírus e da dengue muito difícil. 

“As pessoas precisam entender que esta não é uma situação que será solucionada em três meses, é demorado, serão pelo menos dois ou três anos”.