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22º Grito dos Excluídos critica 'sistema'

O Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, deve receber 100 mil romeiros para o Grito dos Excluídos, hoje, feriado da Independência. De acordo com a assessoria do santuário, as caravanas se apresentam desde as primeiras horas do dia para a 20.ª Romaria dos Trabalhadores, que terá como ponto de chegada a Tribuna Papa Bento XVI.

O bispo emérito de Blumenau (SC), dom Angélico Sândalo Bernardino, vai presidir a celebração principal e conduzirá a reflexão sobre o tema do Grito, "Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata".

O tema, inspirado em frase do papa Francisco, dita durante o Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em julho de 2015, na Bolívia, vai servir de pano de fundo para protestos contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB) marcados para hoje em pelo menos 17 capitais e no Distrito Federal.

Na ocasião, Francisco falou da urgência de romper o silêncio e lutar por mudanças reais dentro do sistema capitalista, no sentido de denunciar as injustiças e reduzir a exclusão.

Alguns atos contra o governo estão sendo convocados pelas redes sociais e começaram já na noite de ontem. As manifestações pedem a saída do peemedebista do poder, a convocação de novas eleições e se opõem à agenda econômica do governo.

O bispo de Barretos, d. Milton Kenan Júnior, membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirmou em São Paulo, em entrevista coletiva sobre o Grito dos Excluídos, que a Igreja está com o povo na luta pela conquista ou reconquista de seus direitos.

Sem terra

Movimentos de luta pela terra também prometem mobilização contra o governo durante o Grito dos Excluídos. O Movimento dos Sem Terra (MST) fará marchas em várias capitais e estão previstas ocupações de propriedades rurais. Em São Paulo, o Movimento Social de Luta (MSL) ocupou uma fazenda, ontem, no km 167 da rodovia Castelo Branco, em Porangaba. O dono, João Momberg, disse que a propriedade é produtiva e vai entrar com ação de reintegração de posse.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.