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Adversários de Maia cogitam aliança para evitar reeleição na Câmara

(Foto: Divulgação) - Adversários de Maia cogitam aliança para evitar reeleição na Câmara
(Foto: Divulgação)

Adversários de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na disputa pela presidência da Câmara, os deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO) não descartam se unir em torno de uma única candidatura.

Seria uma estratégia de barrar o crescimento de Maia, favorito inclusive para vencer em primeiro turno. A questão é saber a hora certa de juntar as candidaturas: antes da primeira votação em plenário ou somente num eventual segundo turno contra o atual presidente da Casa.

O centrão —grupo de cerca de 200 deputados de partidos médios que se formou em torno do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha— não conseguiu terminar 2016 com um único nome.

Com o racha, legendas que integram o bloco se dividiram, e deputados de PP, PR e do próprio PSD pretendem migrar para Maia.

No final do ano passado, aliados de Rosso diziam que, às vésperas da eleição, marcada para 2 de fevereiro, os dois contariam os votos e disputaria o candidato que tivesse mais chances de vencer.

Questionado nesta segunda (9) sobre a possibilidade de um desistir, Rosso foi evasivo. "Jovair está pedindo votos de lá e eu de cá. Lá na frente, vamos juntar votos", disse à Folha, sem detalhar se a união se daria ainda no primeiro turno da votação.

Um integrante da campanha de Maia diz que os bastidores da disputa estão muito dinâmicos e que é imprevisível cravar qual deles abrirá mão de tentar o cargo.

Jovair foi mais preciso: "Eu e Rosso estaremos juntos no segundo turno", afirmou.

Ele tem refutado que esteja disputando pelo centrão. Afirma que sua candidatura à presidência é "avulsa".

Nos últimos dias, Rosso e Jovair começaram a se empenhar em suas campanhas.

Rosso foi a reuniões com deputados e governadores em João Pessoa, Goiânia, Fortaleza e Recife.

Nesta terça-feira (10), Rosso vai a Brasília participar do lançamento da candidatura de Jovair, na Câmara.

"Chamamos os deputados possíveis que estão conosco. Nem todos estão aqui", disse Jovair, já se prevenindo de uma possível falta de quórum no evento, porque o Congresso está praticamente vazio em razão do recesso parlamentar, que vai até o final do mês.

Planalto

Na tentativa de evitar a candidatura de Jovair e facilitar a vitória de Maia, o governo federal avalia oferecer a ele o Ministério do Trabalho, atualmente sob o comando de Ronaldo Nogueira (RS), também do PTB, e que tem sofrido críticas por partes de auxiliares e assessores do presidente Michel Temer.

Jovair, no entanto, disse que não está negociando cargo com o Planalto. Ele afirmou ainda que o governo não está mais oferecendo posições na Esplanada dos Ministérios para ajudar Maia.

Nesta tarde, Jovair pretende apresentar algumas promessas de campanha para, no dia seguinte, começar a agenda de viagens pelo país.

De quarta-feira (11) a domingo (15), pretende ir a Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

Na semana seguinte, planeja viajar aos demais Estados do Sudeste e alguns da região Nordeste. Para financiar a campanha, Jovair está fazendo uma vaquinha com deputados que o apoiam.