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Aliado de Jovair Arantes deixa cargo na Conab

A saída do diretor de diretor administrativo, financeiro e de fiscalização da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Roberto Naves, ratificada nesta quarta-feira, 6, foi mais um sinal de que a estatal ligada ao Ministério da Agricultura é um dos alvos principais de Dilma Rousseff para, ao mesmo tempo, recompensar futuros aliados e punir políticos favoráveis ao afastamento da petista.

Exonerado a pedido e tendo como desculpa uma possível candidatura à Prefeitura de Anápolis (GO), Naves é ligado ao deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que deu parecer pela admissibilidade do impeachment de Dilma.

O próprio presidente da Conab, Lineu Olimpio dos Santos, é ligado a Jovair e está ameaçado de perder o cargo. O afilhado do relator do impeachment já vem sendo "desidratado" pelo governo há algum tempo. Decisões importantes sobre a Conab são tomadas diretamente pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar.

Na semana passada, a presidente exonerou Rogério Luiz Zeraik Abdalla da estatal. Abdalla é ligado ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), assim como Francisco Sérgio Ferreira Jardim, exonerado da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Estado de São Paulo. Jardim foi secretário de Defesa Agropecuária do ex-ministro Wagner Rossi, outro aliado de Temer, e também tinha apoio do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).

As saídas Abdalla e Jardim seriam um primeiro recado do que deve ocorrer caso o processo de impeachment seja rejeitado no Congresso. A ideia do governo é acabar com a espécie de feudo que PTB e PMDB criaram na Conab, estatal que movimenta R$ 3 bilhões por ano com seu orçamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.