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Aliados de Temer admitem surpresa e avaliam efeitos da decisão de afastar Cunha

Atordoados com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, de suspender o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do exercício do mandato, integrantes do grupo mais próximo do vice-presidente, Michel Temer, e lideranças do PMDB da Casa ainda aguardam os desdobramentos da decisão para avaliarem o impacto para o partido e as negociações de montagem do novo governo.

"Impacta tudo, impacta o noticiário, mas temos que aguardar. Vamos ouvir um pouco. Como dizia Tancredo Neves: a onda bateu nas pedras, agora vamos ver como fica a espuma. Qualquer comentário é precipitado", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, um integrante do grupo mais próximo de Temer.

A decisão do ministro Teori Zavascki ocorre em meio às tratativas com aliados para a composição de um governo Temer. A previsão é de que até esta sexta--feira, 6, a divisão do ministérios entre as legendas esteja definida.

"Está todo mundo assustado, mas não altera em nada", afirmou uma liderança do PMDB na Câmara, que não quis se identificar. Segundo ele, a expectativa dentro da bancada era de que o STF decidisse nesta quinta apenas sobre o impedimento de Eduardo Cunha em assumir a presidência da República, num eventual governo Temer. O deputado se torna o segundo na linha sucessória caso a presidente Dilma Rousseff seja afastada, decisão que pode ser tomada no dia 11 pelo plenário do Senado.

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, anunciou no fim da sessão de quarta-feira, 4, que pautaria em plenário ação proposta pela Rede Sustentabilidade que pede o afastamento imediato de Cunha do posto ou, ao menos, seja impedido de ocupar a Presidência da República em caso da ausência do presidente.