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Antoninho Trevisan conta a Moro sobre encontro de Lula com Bumlai

O consultor Antonio Mamo Trevisan, amigo do ex-presidente Lula, foi ouvido nesta segunda-feira, 14, pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato. Convocado como testemunha de defesa do pecuarista José Carlos Bumlai, ele lembrou de como conheceu o amigo em comum, falou sobre encontros sociais na Granja do Torto e disse que não trataram de política ou negócios.

"Conheci o José Carlos Bumlai em 2003, na instalação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social na Presidência da República, o Conselhão, éramos membros", respondeu Toninho à defesa de Bumlai.

O advogado do pecuarista quis saber de Trevisan se ele esteve "com José Carlos Bumlai na residência do então presidente Lula".

"Nós (Trevisan e Bumlai) participamos juntos de uma ONG chamada Ação Fome Zero. Essa ONG cuidava da merenda escolar no Brasil", afirmou Trevisan. Segundo ele, o País serve 40 milhões de merenda todos os dias e ele disse ter ficado "entusiasmo com a possibilidade em apoiar os conselhos de alimentação escolar nos 5 mil e poucos municípios" brasileiros.

"Porque esses conselhos foram criados mas os seus membros não tinham o conhecimento de como fazer para receber os recursos da merende escolar, que ia para as prefeituras e de que maneira seria distribuído."

"Ao criar esta ONG, contei com o apoio forte de José Carlos Bumlai", disse Trevisan. "Anualmente, durante os 10 anos que essa ONG existiu, nós encerramos em 2013, fazia-se uma premiação para o prefeito melhor gestor da merenda escolar. Isso era feito em Brasília, com a presença do presidente Lula", contou ao juiz.

O processo envolve a atuação de Bumlai em favor do Grupo Schahin em contrato de operação de navio-sonda, fechado com a Petrobrás.

"Bumlai ajudou muito nesse período. Em duas ocasiões o presidente Lula ao final da premiação nos convidou para jantar, comer um petisco na casa dele, lá na Granja do Torto, acho que foi 2004, talvez 2005."

Questionado sobre qual era o assunto nesses encontros, Trevisan respondeu: "Só amenidades. O presidente gostava de falar de futebol, de jogar um jogo chamado mexe mexe, que eu nunca consegui aprender, e ele adora esse jogo".

"Nessas reuniões falávamos de churrasco, de futebol e desse jogo, durante uma, duas horas e íamos embora. Nunca de tratar de nenhum tema de negócio, de política."