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Ao deixar hospital, Pezão manifesta apoio a Dilma e a chama de 'grande amiga'

O governador licenciado do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), defendeu nesta quinta, 31, a presidente Dilma Rousseff, ao deixar o Hospital Pró-Cardíaco, após 19 dias internado para tratamento de um câncer linfático. Pezão afirmou que se manteve afastado da política, mas que teve contatos por telefone com a presidente, a quem manifestou apoio e chamou de "grande amiga".

Pezão contou ter conversado com Dilma praticamente todos os dias. Ele demonstrou simpatia pelos seis ministros do PMDB que resistem a deixar os cargos no governo federal, apesar da decisão do partido de que todos os peemedebistas com postos na administração federal devem demitir-se.

Internado, Pezão não participou da reunião em Brasília, na terça-feira passada, que aprovou por aclamação o desembarque do PMDB.

"O PMDB não sai do governo assim, não. Os ministros ainda estão todos lá. Vai demorar ainda para sair", afirmou.

A próxima sessão de quimioterapia ocorrerá entre os próximos dias 13 e 14. Mais magro e com aparência abatida, Pezão afirmou estar se sentindo "muito bem" e agradeceu o tratamento que recebeu dos médicos, enfermeiros e funcionários do hospital. "Foram 19 dias muito difíceis, mas que a gente vê como é importante cuidar da saúde, estar perto da família. Vou continuar com o tratamento que é longo, não é fácil, mas estou com muita força e determinação para enfrentar."

Nesta sexta, 1º, Pezão seguirá para a cidade natal, Piraí (centro-sul fluminense), a fim de descansar. O oncologista Daniel Tabak afirmou que o governador "está muito bem do ponto de vista clínico", mas que precisa ser observado. Ele recomendou que Pezão evite preocupações relacionadas a política durante o tratamento. "Se ele evitar preocupações, vai ajudar em sua recuperação, mas isso é uma decisão pessoal."