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Após acordo, CPI do Carf não vota convocações polêmicas

A base governista agiu e evitou a votação na manhã desta quinta-feira, 10, dos requerimentos de convocação do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e do ex-ministro da pasta Guido Mantega na CPI do Carf na Câmara. Foram aprovados apenas uma convocação, dois convites e requerimentos de compartilhamento de informações.

Na primeira reunião deliberativa da comissão, o relator João Carlos Bacelar (PR-BA) alegou que não tinha preparado o plano de trabalho e os governistas aproveitaram para pedir que se aguarde a proposta do relator para então votar os requerimentos mais polêmicos. Bacelar alegou que só teve acesso a informações públicas e que é preciso ter acesso aos documentos primeiro para não repetir procedimentos já adotados na CPI do Carf do Senado.

Ao todo, já foram apresentados até o momento 79 requerimentos na CPI, mas a pauta do dia incluía apenas 51. Foram aprovados os requerimentos de compartilhamento de informações da CPI do Carf do Senado, dos dados apurados pela Operação Zelotes, do relatório final da Polícia Federal no âmbito das investigações e de sigilos quebrados, além da convocação do atual presidente do Carf, Carlos Alberto Barreto, e convites para ouvir o procurador da República Frederico de Carvalho Paiva e o delegado Marlon Cajado, os dois responsáveis pela Zelotes.

Por acordo, não foram votados hoje as convocações do empresário André Gerdau, de ex-conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do atual secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, dos ex-secretários do órgão Lina Maria Vieira e Otacílio Cartaxo, e da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Apesar de haver protocolo para convocação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho Luís Cláudio Lula da Silva, os pedidos não integraram a pauta desta quinta-feira.