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Após críticas, Doria recua e decide manter Secretaria de Pessoa com Deficiência

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, recuou na proposta de acabar com a Secretaria de Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, caso seja eleito. A decisão foi tomada após a repercussão negativa da proposta de acabar com sete das 27 secretarias municipais, entre elas, a de Mulheres, Igualdade Racial e Pessoa com Mobilidade Reduzida. Pesou na decisão do candidato, as críticas feitas pela deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP).

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Mara classificou a proposta do candidato tucano de "retrocesso para a política pública da pessoa com deficiência" e também uma atitude que contraria a Constituição brasileira. "Há uma convenção da ONU que não permite retrocesso, a diretriz é que se crie órgãos focados nesse tema", disse a deputada.

Mara Gabrilli foi a primeira secretária municipal de pessoa com deficiência do Brasil, na gestão do tucano José Serra, atual ministro das Relações Exteriores do governo Michel Temer (PMDB).

A criação da pasta é considerada pelos tucanos uma das vitrines de Serra que, depois da iniciativa municipal, criou a versão estadual da secretaria quando eleito governador de São Paulo.

Para anunciar a decisão de manter a pasta, João Doria convocou uma entrevista coletiva no seu escritório, na zona oeste de SP, com a presença de lideranças tucanas do movimento das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Entre os participantes da coletiva, que acontecerá ainda nesta sexta, está a secretária estadual de Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida Linamara Battistella e a deputada estadual Célia Leão.

Doria mantém, porém, a proposta de extinguir as secretarias de Igualdade Racial e Mulheres.