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Após derrota, Paes diz que Pedro Paulo era o 'mais preparado' para a continuidade

No dia seguinte à derrota do PMDB nas urnas do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes, padrinho político e fiador da candidatura do deputado Pedro Paulo, terceiro colocado na disputa, divulgou nota em que diz "respeitar e reconhecer a decisão soberana dos cariocas". Paes defendeu Pedro Paulo: "Tenho convicção de que escolhemos o candidato mais preparado para dar continuidade ao ciclo de avanços e transformações que a cidade viveu nos últimos oito anos e agradeço a todos que estiveram ao nosso lado na campanha eleitoral", afirmou.

O prefeito não fez menção aos candidatos que disputarão o segundo turno, Marcelo Crivella, do PRB, e Marcelo Freixo, do PSOL, e deverá seguir a tendência do comando do PMDB de ficar neutro no segundo turno. Crivella e Freixo já disseram que não querem aliança com o PMDB e buscam apenas os eleitores do partido.

Na nota, Paes agradeceu aos cariocas "pela oportunidade e pela honra de representar a cidade" por dois mandatos. "Quero reafirmar meu compromisso de continuar trabalhando muito ao longo dos próximos três meses, até o dia 31 de dezembro, para seguir transformando a vida dos moradores da cidade, em especial daqueles que mais precisam, e entregar um Rio cada vez melhor ao meu sucessor", afirmou o prefeito.

Em outubro do ano passado, a pré-candidatura de Pedro Paulo sofreu um abalo, quando veio a público uma denúncia de agressão feita contra o deputado pela ex-mulher dele, Alexandra Marcondes, em 2010. Paes insistiu na candidatura de Pedro Paulo e teve aval da cúpula do PMDB-RJ.

O processo por lesão corporal aberta contra o candidato no Supremo Tribunal Federal (STF) foi arquivado, mas Pedro Paulo enfrentou durante toda a campanha ataques dos adversários por causa do episódio.

Os aliados do candidato do PMDB dizem que, além do desgaste por causa da denúncia de agressão, Pedro Paulo foi prejudicado pelo colapso nas finanças do Estado do Rio, administrado pelo PMDB, e pela imagem fragilizada do partido depois do envolvimento de líderes peemedebistas no escândalo da Lava Jato. Há críticas também ao fato de Eduardo Paes ter tido participação discreta no horário eleitoral da TV.